“Não há um responsável único pela compra de Pasadena”, diz Graça Foster
Presidente da Petrobras isenta Cerveró do prejuízo causado pela aquisição da refinaria
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou, nesta quarta-feira (11), que não é possível responsabilizar uma única pessoa pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). De acordo com a presidente, a negociação foi aprovada, por unanimidade, por um grupo de diretores, com a autorização do Conselho Administrativo da Petrobras.
Na época da compra, em 2006, Dilma Rousseff era a presidente do conselho da estatal. A negociação custou US$ 1,2 bilhões e gerou prejuízo à Petrobras.
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A presidente da estatal reafirmou que as cláusulas do contrato que geraram o prejuízo da negociação não ficaram claras aos diretores responsáveis por autorizar a compra. Segundo Graça Foster, se os detalhes fossem conhecidos, o debate antes da negociação seria diferente.
— Haveria tido uma grande discussão por causa dessas duas cláusulas. Isso precisaria ter sido levado ao conselho, acredito que teria tido uma discussão bastante relevante.
Uma das cláusulas omitidas exigia um lucro mínimo anual à empresa belga Astra Oil, sócia da Petrobras na refinaria, independentemente do mercado.
A segunda obrigava uma das sócias a comprar a parte da outra em caso de divergência entre as empresas. Foi essa última regra que obrigou a Petrobras a comprar toda a refinaria de Pasadena.
Área Internacional
Ainda de acordo com Graça, o diretor da Área Internacional da Petrobras era a pessoa responsável por avaliar toda a documentação da compra de Pasadena. Na época, Nestor Cerveró era o diretor do setor.
Mas, a presidente pondera que o diretor tem a equipe que o assessora e é comum que o gerente executivo da área também assine e se responsabilize pelos documentos. Por isso, Graça fez questão de dizer que ele não pode ser responsabilizado.
— Não é possível atribuir a responsabilidade a uma única pessoa, nem ao diretor da Área Internacional, porque a diretoria colegiada aprovou [a compra] por unanimidade.
Cerveró também já prestou depoimento no Congresso Nacional. Em maio, ele foi interrogado pelos senadores, na CPI da Petrobras do Senado. Durante seus esclarecimentos, ele defendeu a compra da refinaria de Pasadena.















