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'Não sou laranja, sou trabalhador', diz ex-assessor de filho de Bolsonaro

Fabrício Queiroz revelou ter um tumor e disse que não está fugindo da Justiça para prestar esclarecimentos sobre sua movimentação financeira atípica

Brasil|Beatriz Sanz, do R7

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Ex-assessor negou irregularidades
Ex-assessor negou irregularidades

Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (26) que não cometeu irregularidades depois que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou uma movimentação financeira atípica dele.

“Não sou laranja, sou um homem trabalhador”, disse em entrevista exclusiva ao Jornal do SBT.

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Queiroz, que também é policial da reserva, contou que recebe, mensalmente, cerca de R$ 24 mil, mas que possui complementos de renda vindos de negócios antigos. “Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro. Compro e vendo carro. Sempre fui assim”, disse.

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O Coaf estava investigando a movimentação de funcionários da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) a pedido do Ministério Público e identificou que Queiroz tinha movimentado cerca de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, valores que não condizem com seu rendimentos oficiais.

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Além disso, a investigação descobriu que ele havia depositado cerca de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O presidente eleito Jair Bolsonaro havia dito que os valores eram referentes ao pagamento de um empréstimo. Queiroz confirmou a versão, dizendo que ele havia depositado seis cheques de R$ 4.000 — e não o valor total.

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No entanto, o ex-assessor não explicou porque recebia dinheiro de outros funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro, incluindo suas próprias filhas. Ele disse que já prestou declarações ao deputado estadual e contará a mesma história ao Ministério Público.

Queiroz disse ainda que sua filha, registrada no gabinete do deputado, não comparecia à Alerj porque a estrutura do prédio não comporta todos os funcionários juntos. “Não tem como ficar na Alerj, não tem espaço para todos funcionários. Minha filha sempre cuidou da mídia”, esclareceu.

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Doenças

O policial militar ainda falou sobre as doenças que o teriam impedido a prestar esclarecimentos anteriormente.

Segundo ele, o médico o diagnosticou com um tumor no intestino. Queiroz afirmou que precisa passar por exames complementares para saber se o tumor é maligno ou benigno, mas seu médico não tinha alimentado as esperanças.

"[Tenho] dores crônicas e [houve] o aparecimento de um tumor [...] no intestino, tumor grande. [...] Eu não estou fugindo, quero prestar os esclarecimentos", finalizou.

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