“Não tomarei providências sem dados oficiais”, diz Dilma sobre denúncias de propina no governo
Presidente espera informações da investigação sobre desvios na Petrobras dos órgãos oficiais
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff afirmou, neste domingo (7), que não pode tomar nenhuma providência em relação aos integrantes do governo que foram citados nas denúncias de desvio de dinheiro público por meio de contratos com a Petrobras. Segundo a presidente, ela, apenas se posicionará depois de receber informações oficiais dos órgãos de investigação.
— Eu gostaria muito de ter acesso a essas informações de forma oficial. Eu preciso dos dados que digam respeito ou tenham alguma interferência no meu governo. Enquanto não me derem os dados oficialmente eu não tenho como tomar nenhuma providência. Não acredito que os dados que a imprensa tem fornecido sejam oficiais.
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As declarações foram dadas no Palácio da Alvorada, em Brasília, logo depois da presidente receber jovens representantes de movimentos culturais e sociais. Em entrevista à imprensa, ela foi questionada sobre reportagem da revista Veja que traz informações do depoimento do ex-presidente da Petrobras, Paulo Roberto Costa, acusando alguns membros do governo de receberem propina da estatal.
Segundo reportagem publicada pela revista Veja neste final de semana, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, teria revelado em depoimento à Polícia Federal os nomes de 32 parlamentares, três governadores e um ministro de Estado, Edison Lobão (Minas e Energia), que participavam de um esquema de propina na maior estatal do país.
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Perguntada se o ministro seria mantido no governo após as denúncias, Dilma afirmou que não pode agir porque nem o próprio Lobão sabe do que foi acusado.
— Eu não falei com o Lobão nos últimos dias. Ele deu as explicações oficiais que eu li na nota. Mas, nem ele sabe do que ele foi acusado. Ninguém sabe. Os órgãos de investigação são Ministério Público e Polícia Federal e não têm nenhuma informação a respeito. Quando algum deles me der uma informação oficial eu tomarei a medida cabível, vocês podem ter certeza, imediatamente.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também comentou as denúncias de propina na Petrobras depois de assistir ao Desfile da Independência, que aconteceu na manhã deste domingo em Brasília. Ele defende as investigações, mas foi cauteloso ao se posicionar.
— É muito importante que se faça a investigação e que se esclareça. O inquérito corre em sigilo, portanto não se pode fazer nenhuma valoração à respeito. A Polícia Federal e o Ministério Público estão fazendo as apurações dentro daquilo que a lei determina.















