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Operação da PF atinge o PMDB como um todo

Operação Catilinárias fez buscas em endereços de aliados de Temer, Sarney e Renan

Brasil|Mariana Londres, do R7, em Brasília

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Operação atinge aliados de Sarney, Temer e Renan Calheiros, além do presidente da Câmara Eduardo Cunha
Operação atinge aliados de Sarney, Temer e Renan Calheiros, além do presidente da Câmara Eduardo Cunha

A Operação Catilinárias, que cumpriu 53 mandados de busca e apreensão da manhã desta terça-feira (15) em 7 Estados e no Distrito Federal, atinge o PMDB como um todo. Além do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a operação fez busca e apreensão de documentos, computadores e celulares em endereços ligados a aliados de todos os caciques do partido: do vice-presidente Michel Temer, do ex-presidente José Sarney e do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Em Brasília, a Polícia Federal esteve, além de endereços de Eduardo Cunha e aliados, na casa do senador Edison Lobão (PMDB-MA) ligado diretamente ao ex-presidente José Sarney, em Brasília e no Maranhão, e ex-ministro de Minas e Energia nos governos Lula e Dilma.


No Rio Grande do Norte, a polícia federal fez buscas no apartamento do ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, que assumiu a pasta após deixar a Câmara dos Deputados na última legislatura na cota do vice-presidente Michel Temer na Esplanada dos Ministérios.

O escritório do PMDB em Alagoas, presidido pelo também presidente do Senado Renan Calheiros, foi alvo de buscas da Polícia Federal na manhã desta terça. Além disso, a PF fez buscas no apartamento funcional do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) na Asa Norte, em Brasília. Aníbal Gomes é suspeito de ser um interlocutor do presidente do Senado, Renan Calheiros nas investigações da Lava Jato.


Renan Calheiros é alvo cinco investigações na Lava Jato e Aníbal Gomes em quatro. Ambos aparecem juntos em todas as investigações, incluindo a apuração sobre formação de quadrilha, que investiga 39 pessoas.

Também foi alvo da Operação Catilinária o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, indicado por Renan Calheiros.


Ligados a Cunha

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no entanto, parece ser o maior alvo da operação da PF nesta terça-feira. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de pessoas próximas a ele, como Fabio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, exonerado na semana passada pela presidente Dilma Rousseff em possível retaliação a Cunha.


Cunha já negou publicamente que Cleto tenha sido indicação sua, mas da bancada do PMDB e do ex-deputado Henrique Alves.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, foi outro alvo da operação. O ministro, indicado para o cargo por Leonardo Picciani (PMDB-RJ) que era aliado de Cunha até se alinhar como o Palácio do Planalto, é apontado pelo doleiro Alberto Youssef, delator na Lava Jato, como um aliado de Cunha. Após se tornar ministro, no entanto, Pansera passou a defender Dilma.

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