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Ruído de banhistas e embarcações prejudica comunicação entre peixes

Pesquisa da UFPE mostra que sons emitidos pela atividade humana também representam uma ameaça aos recifes de corais

Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo da Ufpe revela que ruídos de banhistas e embarcações afetam a comunicação sonora entre peixes.
  • A poluição sonora prejudica a alimentação, reprodução e defesa de territórios dos peixes, além de ameaçar a saúde dos recifes de corais.
  • Pesquisadores identificaram nove tipos de sons de peixes, mas três deixaram de ser emitidos em locais com presença humana.
  • Especialistas defendem políticas públicas e turismo consciente para reduzir o impacto sonoro em ambientes marinhos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um artigo de pesquisadores da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), publicado em uma revista científica e divulgado pela Agência Bori, constatou que o ruído de banhistas e motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, afeta a comunicação sonora entre os peixes. Isso pode causar impactos negativos na alimentação, na reprodução e defesa de territórios de várias espécies.

A poluição sonora oculta os sons produzidos pelos animais e representa uma ameaça à saúde dos recifes de corais. De acordo com o estudo, observou-se uma diminuição significativa na emissão dos sons produzidos pelos peixes, especialmente nas áreas com maior incidência de ruído gerado por atividades humanas. Os pesquisadores montaram um sistema de gravação subaquática com monitoramento nas praias de Carneiros e Tamandaré, em Pernambuco.


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Os pesquisadores identificaram nove tipos diferentes de sons de peixes, mas três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença humana. Segundo Túlio Freire Xavier, ecólogo de paisagens sonoras de ambientes de recifes de corais e doutorando em biologia animal pela UFPE, a emissão excessiva desses sons pode levar o peixe a óbito, causar estresse ou até mesmo a fuga dos ambientes barulhentos.

O especialista alertou para a necessidade de promover políticas públicas e um “turismo consciente”, com equipamentos mais sustentáveis e de motor eletrônico, que geram um ruído menor. Os peixes são capazes de produzir sons para se comunicar, mas com mecanismos diferentes aos nossos, como ósseos e musculares. Esses barulhos foram capturados com uma estrutura chamada de “sonobóia”, que permitia a instalação de hidrofones anexados a gravadores.


Além dos impactos nos peixes, foi revelado que os recifes de corais também são prejudicados por esses ruídos da ação humana. “Os corais, hoje em dia, estão passando por um declínio, principalmente com o aumento da temperatura e as mudanças climáticas”, acrescentou Túlio. Além disso, estudos mostraram uma mortalidade de recifes de corais de mais de 80% na área marinha protegida PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

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