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Partido de oposição quer reunião de emergência da CPI da Petrobras

Após acordo de delação premiada, ex-diretor da estatal denunciou políticos ligados a governo

Brasil|Do R7

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O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), divulgou na manhã deste sábado (6) nota em que cobra a convocação de uma reunião de emergência da CPI mista da Petrobras para discutir a delação premiada que está sendo feita pelo ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.

Conforme revelou ontem o portal Estadao.com, Costa citou pelo menos 32 deputados e senadores e um governador de cinco partidos políticos, entre eles o PT e o PMDB, os dois maiores do Congresso, como supostos beneficiários de um esquema de pagamento de comissão de 3% sobre os valores de cada contrato firmado durante sua passagem pela companhia petrolífera (2004-2012).


O líder do PPS anunciou que vai apresentar dois requerimentos à comissão na próxima segunda-feira (8).

O primeiro pedirá ao presidente da CPI mista, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a convocação de uma reunião de emergência para decidir o que fazer diante das revelações. No segundo, vai pedir a cópia de todos os depoimentos prestados por Paulo Roberto Costa, incluindo os vídeos com suas falas.


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Bueno lembrou que a CPI já aprovou a convocação do delator, mas reforçará na próxima semana a necessidade imediata de sua presença no Congresso.


Segundo reportagem publicada pela revista Veja neste final de semana, Costa teria revelado à PF (Polícia Federal) os nomes de 32 parlamentares, três governadores e um ministro de Estado que participariam de um esquema de propina na maior empresa do País.

De acordo com os depoimentos, os responsáveis pelo esquema exigiam uma contrapartida de empreiteiras que queriam fechar negócio com a Petrobras. Essas empresas tinham de reverter parte dos lucros aos cofres da estatal. Depois de lavado por doleiros, o dinheiro era repassado a políticos da base do governo.

Operação Lava Jato

Paulo Roberto Costa foi preso em março deste ano durante a operação Lava Jato, da PF, sob acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef.

Diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras entre 2004 e 2012, ele fechou um acordo com a PF de delação premiada — quando o réu revela denúncias em troca de redução da pena. Os depoimentos aos agentes federais acontecem desde a semana passada, em Curitiba, onde ele está preso.

O número de beneficiários do esquema varia de acordo com a fonte. Nesta sexta-feira (5), o jornal O Estado de S.Paulo informou que pelo menos 32 parlamentares foram citados por Costa. De acordo com a Folha de S.Paulo, contudo, o número de deputados envolvidos seria de 45, além de outros 12 senadores.

Entre os nomes mencionados pelo ex-diretor, cujos depoimentos já contam mais de 40 horas, estariam os atuais presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e dos senadores Ciro Nogueira (PI), que é presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), ex-líder de governo.

Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco, morto no dia 13 de agosto, também foram citados por Costa como beneficiários do esquema. 

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