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PF: grupo criminoso desviava 40% de recursos para transporte escolar

Polícia Federal cumpriu 23 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão no Piauí e Maranhão na 1ª fase da Operação Topique

Brasil|Da Agência Brasil

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PF cumpriu mais de 60 mandados judiciais
PF cumpriu mais de 60 mandados judiciais

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (2) uma megaoperação para desmontar um grupo criminoso, no Piauí e no Maranhão, que fraudava licitações e desviava recursos federais destinados ao transporte escolar. A suspeita é que 40% dos contratos eram devsiados pela corrupção, com rombo estimado de R$ 119 milhões aos cofres públicos.

A Operação Topique (termo usado popularmente para se referir aos veículos do transporte escolar) contou com a participação do CGU (Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União), além da PF.

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As investigações mostraram que agentes públicos em parceria com empresas participavam das fraudes em licitações que eram seguidas do desvio de recursos por meio de subcontratação irregular e superfaturamento, numa média de 40% dos valores pagos às empresas contratadas.

Entre 2013 e 2017, as empresas investigadas receberam cerca de R$ 297 milhões, pagos por mais de 40 prefeituras e pelo Estado do Piauí, envolvendo a prestação de serviços de transporte escolar e locação de veículos. De acordo com a CGU, o prejuízo potencial apurado nesse período é de R$ 119 milhões.

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As fraudes atingiram recursos federais vindos do Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar) e do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

A Operação Topique cumpre 14 mandados de prisão preventiva, 9 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão nos municípios de Teresina (PI), São João da Serra (PI), Olho D’Água do Piauí (PI) e Coelho Neto (MA).

"O órgão de controle aprofundou as investigações por meio de fiscalizações realizadas nos municípios piauienses de São Raimundo Nonato, Campo Maior, Miguel Alves, Luís Correia, Caracol e Regeneração, bem como por meio de análises de contratações efetuadas pelo Estado do Piauí junto às empresas do grupo investigado, além de fiscalizações realizadas nos municípios maranhenses de Timon e São João do Sóter", destacou o CGU, em nota pública.

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