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PGR denuncia Delcídio e André Esteves por atrapalharem investigação da Lava Jato

Cabe agora à Segunda Turma do STF analisar a abertura de ação penal contra os acusados

Brasil|Da Agência Brasil

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Delcídio e seu chefe de gabinete estão presos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília
Delcídio e seu chefe de gabinete estão presos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília

A PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou nesta segunda-feira (7) ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e André Esteves, ex-controlador do banco BTG Pactual, pelo crime de impedir e embaraçar a investigação penal.

Pelos mesmos crimes, a procuradoria também denunciou o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, e o ex-advogado do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Ceveró, que responderá ainda pelo crime de patrocínio infiel. Todos estão presos por determinação do Supremo.

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Caberá a Segunda Turma da Corte analisar a abertura de ação penal contra os acusados. O julgamento deverá ocorrer em 2016, devido ao período de recesso do Judiciário. As penas para os crimes citados variam de três e oito anos de prisão.

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Delcídio e seu chefe de gabinete estão presos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ribeiro e Esteves estão em um presídio no Rio de Janeiro. As prisões foram executadas no dia 25 de novembro.

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A PGR usou depoimentos da delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e do filho dele, Bernardo Cerveró, para embasar a denúncia contra os acusados.

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A procuradoria sustenta que Delcídio tentou dissuadir Nestor Cerveró de aceitar o acordo de colaboração com o MPF (Ministério Público Federal), ou que, se isso acontecesse, que evitasse delatar o senador e também André Esteves.

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