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Polêmica faz defesa de Dilma desistir de testemunha

Cardozo disse que removeu Esther Dweck "para não expor a professora a ataques de vingança"

Brasil|Da Agência Brasil

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Cardozo também pediu que a testemunha de acusação Antônio D'Ávila passe a constar nos autos apenas como informante
Cardozo também pediu que a testemunha de acusação Antônio D'Ávila passe a constar nos autos apenas como informante

No segundo dia do julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, o advogado de defesa desistiu de ouvi-la como testemunha do processo. A remoção da ex-secretária de Orçamento Esther Dweck ocorreu após polêmica envolvendo Dweck.

A advogada de acusação, Janaína Paschoal, que também é uma das autoras da denúncia que motivou o processo contra Dilma, colocou em suspeição a ex-secretária de Orçamento sob o argumento de que a mesma foi nomeada assessora “por uma parlamentar que é uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma”, no caso, a senadora Gleisi Hoffmann.

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"Na política a vingança é sempre maligna. Percebo que há intenção de desqualificar a professora Esther Dweck. Ela participou diretamente dos processos dos decretos, tem grande informação a respeito e, por isso, foi chamada como testemunha. O fato de ser nomeada a um cargo —e não foi ainda—, não significa nada, ela tem vínculo de origem. É professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)", disse Cardozo que decidiu retirá-la do rol das testemunhas "para não expor a professora a ataques de vingança".

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Além de abrir mão de uma testemunha, logo no início dos trabalhos hoje, Cardozo se antecipou e também solicitou que o professor Ricardo Lodi Ribeiro, que seria a última testemunha a ser ouvida, seja requalificado como informante "por ter atuado como assistente de perícia".

Em outra questão de ordem, o advogado de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo também pediu que a testemunha de acusação Antônio D'Ávila, auditor do TCU (Tribunal de Contas da União), passe a constar nos autos apenas como informante. O argumento é de D'ávila admitiu ontem ter auxiliado o procurador Júlio Marcelo a redigir a peça de acusação contra a presidente Dilma Rousseff.

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