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Políticos de oposição criticam saída de Teich do Ministério da Saúde

O senador Humberto Costa (PT-SP) e o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) fizeram duras críticas a segunda troca no comando da Pasta 

Brasil|Pietro Otsuka*, do R7

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Oposição crítica segunda troca no comando do Ministério da Saúde
Oposição crítica segunda troca no comando do Ministério da Saúde

O pedido de demissão do então ministro da Saúde, Nelson Teich, pegou todos de surpresa nesta sexta-feira (15). Além das reações na internet, e a repercussão da notícia em jornais do exterior, a oposição ao governo também fez duras críticas a segunda troca no comando da Saúde, em meio a pandemia de covid-19. 

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Entre os críticos da mudança, estão o senador Humberto Costa (PT-SP) e o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP). Os dois, médicos por formação, criticam a mudança, pela segunda vez em 30 dias, do comando do Ministério da Saúde. 

"Eu acredito que essa nova mudança é muito prejudicial a continuidade do combate a pandemia do coronavirus. Duas mudanças de ministro da Saúde durante o crecimento da epidemia, e, ao mesmo tempo, as razões que tem sido alegadas para essas saídas são inaceitáveis. O presidente não é um cientista, não é um médico que possa impor ao ministério a adoção de um protocolo de aplicação de um medicamento que ainda está sendo estudado, quanto a sua eficácia no enfrentamento a covid-19", disse o senador Humberto Costa. 


"Se demonstra uma ingerência absurda que não pode ser aceita por quem que assuma aquele papel e aquela responsabilidade (de ministro da Saúde). É um sinal de que o Brasil vai continuar a ter resultados profundamente negativos no enfrentamento a essa pandemia", completou. 

O deputado Alexandre Padilha também atribuiu a troca no comando do Ministério da Saúde a um ato de irresponsabilidade por parte do presidente. "Imagina você, em uma cirúrgia grave, e a todo tempo muda-se o médico, o cirurgião, o anestesista ou o enfermeiro Está assim o Ministério, no meio da maior pandemia que conhecemos, no momento que aumenta o número de mortes no nosso país, onde o Brasil já é visto como uma aberração no mundo, em 39 dias, troca-se mais uma vez o ministro", afirmou o deputado. 


"No momento em que a gente não pode perder um dia sequer no esforço de salvar vidas, de levar máscaras e proteção aos trabalhadores da saúde, a tralhadores essenciais, de levar mais leitos e de garantir teste, uma nova troca paralisa, mais uma vez, todas as ações", finalizou.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr

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