PSDB e PSD resolvem impasse sobre vaga na Mesa Diretora
Marco Maia afirmou que não tem apego ao cargo
Brasil|Da Agência Câmara
O PSDB e o PSD resolveram nesta quinta-feira (31) o impasse sobre a nova composição da Mesa Diretora da Casa. Os dois partidos, com 51 deputados cada, estavam empatados como a terceira maior legenda da Câmara e, pela regra da proporcionalidade, disputavam o direito de indicar o primeiro-secretário da Casa. Ficou acordado que o PSDB será o terceiro a escolher a vaga na Mesa e o PSD terá a quarta opção. Ou seja, será o quarto partido a ocupar uma vaga na Mesa da Câmara.
O presidente da Câmara, Marco Maia, manifestou satisfação com o acordo. Ele havia declarado que iria intervir na disputa, caso os partidos não chegassem a um consenso.
— Aquilo que eu havia dito na semana passada, que nós iríamos à exaustão até chegar a um entendimento, até chegar a um acordo entre os dois partidos. A informação que eu tive hoje, tanto do PSD, quanto do PSDB é que o acordo está firmado.
Maia espera que a votação seja tranquila sem a necessidade de intervenção do Judiciário na eleição da Mesa da Câmara.
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Os líderes partidários vão se reunir nesta sexta-feira (1), às 15 horas, para definir que partido vai ter direito a qual cargo na Mesa.
Balanço
Ao ser questionado pela imprensa se vai sentir falta de ocupar a Presidência da Câmara, Marco Maia afirmou que não tem apego ao cargo.
— Nunca me apeguei a nenhum tipo de direito ou nenhum tipo de situação que está afeta ao presidente da Câmara dos Deputados ou à presidência de qualquer um dos Poderes. Mas acho que o que eu vou sentir falta, ao sair da Presidência da Câmara, é esse debate permanente, o calor da discussão, essa coisa de tomar decisão a todo o momento e, principalmente, de ter que estar respondendo a vocês todos os dias.
Marco Maia fez um balanço positivo de sua gestão frente à Câmara nos últimos dois anos. Ele destacou propostas aprovadas no período, como a PEC do Trabalho Escravo, os royalties do petróleo e a regulamentação do aviso prévio proporcional, entre outros temas. O presidente da Câmara também lembrou que, em 2012, mais de 1.500 projetos foram votados.














