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Queiroga: 'Eu sou ministro da Saúde, não censor do presidente'

Atual titular da pasta volta ao Senado após ter seu primeiro depoimento contestado por vários integrantes da comissão

Brasil|Do R7

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Queiroga afirmou que vacinação acaba neste ano
Queiroga afirmou que vacinação acaba neste ano

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à CPI da Covid, do Senado Federal, nesta terça-feira (8), que não cabe a ele julgar as ações e aglomerações promovidas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Ao dizer que ele, particularmente, tem recomendado medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e isolamento social a todos os brasileiros, "sem exceção", foi questionado se Bolsonaro também era orientado por ele.

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"Eu sou ministro da Saúde, eu não sou censor do presidente da República. Eu faço parte de um governo. O presidente da República não é julgado pelo ministro da Saúde", declarou.

"Cabe a todos aderir a essas recomendações", completou. Na visão do ministro, as medidas sanitárias da pasta estão claras e postas a toda a sociedade.

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Queiroga disse que já orientou o presidente sobre uso de medidas não farmacológicas. "Mas não vou fazer juízo de valor sobre as ações dele."

"Quando ele [Bolsonaro] está comigo, na maioria das vezes, ele usa máscara", observou o ministro.

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Queiroga volta à CPI depois de ter seu primeiro depoimento, no início de maio, contestado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) e por vários integrantes da comissão.

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Situação da pandemia no país

Queiroga voltou a prometer, no início de seu depoimento, que com as doses contratadas dos laboratórios, será possível vacinar toda a população brasileira acimad de 18 anos até o fim do ano, e afirmou que os números da pandemia da covid-19 mostram um recuo da doença no país. 

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"Hoje vivemos um cenário sanitário que não é tranquilo, mas houve uma desaceleração", disse.

Ainda em seu discurso inicial, o ministro da Saúde voltou a dizer que há uma divisão na classe médica em relação a medicamentos contra a covid-19, voltadas para o tratamento precoce, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Ele explicou que a pasta levou o caso à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), que determinou a não utilização dos remédios cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina para pacientes infectados pelo novo coronavírus nos hospitais.

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