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Subprocuradores cobram PGR após ataques de Bolsonaro às eleições

Grupo pediu "pronta atuação" de Augusto Aras sobre as falas que colocam em dúvida a lisura e a realização do pleito em 2022

Brasil|Do R7

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Subprocuradores apontam para abuso de poder de autoridade
Subprocuradores apontam para abuso de poder de autoridade

Cinco subprocuradores-gerais da República e membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal pediram nesta terça-feira (14) uma "pronta atuação" do procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre declarações do presidente Jair Bolsonaro que colocaram em dúvida a lisura e até mesmo a realização das eleições em 2022.

Para os integrantes da cúpula do Ministério Público, os reiterados questionamentos de Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas, sem a apresentação de provas para sustentá-los, e sua defesa do voto impresso - ele chegou a falar que não passaria a faixa presidencial ao vencedor em 2022, caso considere que a disputa não ocorreu de forma limpa - pode configurar abuso de poder de autoridade, "com reflexos graves não apenas na normalidade do processo eleitoral, mas, agora, na sua própria existência".

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"As declarações do senhor presidente da República parecem ultrapassar os limites do mero (e intangível) exercício do direito constitucional à liberdade de expressão. Exatamente por isso, têm-se aí indicativos da necessidade de pronta atuação do procurador-geral da República, na condição de procurador-geral eleitoral, ante seu papel constitucional de defesa do regime democrático e do livre exercício do direito de sufrágio", dizem os procuradores na representação encaminhada a Aras.

"Com essas considerações, os signatários dirigem-se a vossa excelência a fim de que sejam examinados os fatos acima narrados e, se for o caso, instaure procedimento preparatório eleitoral destinado a identificar e coletar elementos potencialmente evidenciadores de abuso de poder de autoridade, atentatórios à existência e à normalidade da eleição presidencial de 2022, tudo em caráter preparatório a eventuais medidas judiciais consideradas cabíveis perante o Tribunal Superior Eleitoral", solicita a representação.

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Dentre as declarações polêmicas mais recentes, o presidente chegou a levantar a hipótese, sem apresentar provas, de que houve fraude em eleições passadas. Bolsonaro também sugeriu que o próximo pleito estaria comprometido, o que levou setores do Judiciário e do Legislativo a reagiram ao identificarem no governo a ameaça da possibilidade de não realização das eleições em 2022.

Após o ápice da tensão na última semana, Bolsonaro moderou o tom após conversa com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, e afirmou que caso não consiga a aprovação do Congresso Nacional de proposta sobre a adoção do voto impresso nas próximas eleições, partirá para a defesa da contagem pública da votação.

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