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Telefônica Brasil espera R$2 bi em sinergias anuais após compra da GVT

Brasil|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A Telefônica Brasil espera conseguir até 2 bilhões de reais em sinergias anuais após a conclusão da compra da GVT, afirmou o vice-presidente financeiro da companhia nesta quarta-feira, acrescentando que 70 por cento desse valor deve ser obtido em 2017.

"Temos um nível de captura (de sinergias) anualizado que fica perto dos 2 bilhões de reais e acreditamos que no terceiro ano, em 2017, estaríamos perto dos 2 bilhões", afirmou Alberto Horcajo Aguirre, em teleconferência com jornalistas.

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Mais cedo, a Telefônica Brasil divulgou apresentação a investidores elevando de maneira significativa suas projeções de sinergias a serem conseguidas com a incorporação da GVT. A conta passou de até 14,1 bilhões para até 22 bilhões de reais, segundo o "melhor cenário", traçado pela companhia. As projeções, junto com o resultado de segundo trimestre apresentado mais cedo, animaram uma alta de mais de 7 por cento nas ações da companhia, que lideravam a ponta positiva do Ibovespa.

"Aquele número (de sinergias) que foi divulgado pelo mercado em agosto de 2014 era um número que ajudava a tomar decisão para a compra da GVT (...) foi um número com bastante restrições", comentou Aguirre. "Continuamos a ter visão muito otimista sobre a velocidade da captura das sinergias", acrescentou.

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Como parte do otimismo dos investidores que motivou o salto nas ações da empresa, o grupo Telefónica anunciou mais cedo acordo com a Vivendi para troca de ações da Telefônica Brasil detidas pelo grupo francês por papéis do grupo espanhol.

Segundo Aguirre, a expectativa é que esta operação, um desdobramento da compra da GVT, deve ser aprovada rapidamente pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o que deixará a Vivendi com uma participação residual na Telefônica Brasil.

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"Eles vão ficar com menos de 1 por cento (de participação na Telefônica Brasil) e não tenho dúvida de que na hora certa eles vão sair", afirmou o executivo.

Aguirre evitou fazer comentários sobre cortes de pessoal após a incorporação da GVT. Ele afirmou, porém, que a Telefônica Brasil já fez "bastantes mudanças e ao longo do ano trabalhamos para conseguirmos maiores níveis de produtividade e qualidade de serviços. Temos algumas metas (...) somos uma empresa com 34 mil profissionais. Podemos fazer igualmente bem com menos recursos".

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Entre os benefícios da incorporação da GVT, executivos da Telefônica Brasil citaram a ampliação das ofertas de banda larga da operadora, em complementação aos investimentos para levar fibra ótica até a casa dos clientes, a chamada "fiber to the home" (FTTH).

Com isso, a empresa manterá os investimentos na rede FTTH em locais que justifiquem os gastos, mas passará a adotar também a tecnologia "fiber to the cabinet" (FTTC) em bairros da cidade de São Paulo atendidos atualmente apenas por cabos de cobre, de forma a ofertar velocidades de banda larga maiores aos clientes.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)

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