Trabalhadores da Embraer entram em estado de greve, diz sindicato

Metalúrgicos reivindicam reajuste de 6,37%, que corresponde à inflação do período somada a 3% de aumento real

Paralisação pode acontecer na segunda-feira (23)

Paralisação pode acontecer na segunda-feira (23)

Paulo Whitaker/Reuters

Trabalhadores da Embraer aprovaram aviso de greve nesta quarta-feira (18), informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Segundo a entidade, a paralisação pode ser deflagrada a partir de segunda-feira (23) caso não haja avanço nas negociações sobre o reajuste salarial.

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Conforme o sindicato, os metalúrgicos reivindicam reajuste de 6,37%, que corresponde à inflação do período somada a 3% de aumento real, além da renovação da Convenção Coletiva na íntegra. A entidade afirma que a Embraer não aplica aumento real aos salários há quatro anos.

Em reunião realizada na terça-feira (17), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa o grupo patronal do setor na campanha salarial, propôs reajuste que repõe apenas a inflação.

Além disso, o sindicato afirma que a Embraer quer reduzir direitos dos trabalhadores, extinguindo da Convenção Coletiva as cláusulas que garantem estabilidade no emprego para trabalhadores lesionados e que proíbem terceirização irrestrita nas fábricas.

"A terceirização já é uma prática adotada pela Boeing em suas plantas, mas não permitiremos que seja aplicada nas metalúrgicas da nossa região", diz, em nota, o diretor do Sindicato André Luiz Gonçalves.