Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Vice-presidente da Camargo Corrêa chega em casa de tornozeleira eletrônica

Eduardo Leite vai ficar no mínimo um ano em prisão domiciliar sob monitoramento

Brasil|Do Estadão Conteúdo

  • Google News
Eduardo Leite é o primeiro empreiteiro a deixar Custódia da PF
Eduardo Leite é o primeiro empreiteiro a deixar Custódia da PF

Depois de 130 dias atrás das grades, o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, deixou nesta terça-feira (24) a Custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR), base da Operação Lava Jato, e viajou para São Paulo, onde reside.

Ele vai ficar no mínimo um ano em prisão domiciliar, sob monitoramento, usando uma tornozeleira eletrônica. É o primeiro empreiteiro que deixa a Custódia da PF. Outros executivos de gigantes da construção continuam presos.


Leite, réu em ação penal da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, fez delação premiada e contou detalhes do esquema de cartel e propinas no âmbito da Petrobrás. Ele apontou o tesoureiro do PT João Vaccari Neto como beneficiário de pagamentos ilícitos.

Camargo Corrêa pagou R$ 20 milhões em propina em obra da usina de Belo Monte, diz jornal


O vice da Camargo Corrêa foi preso no dia 14 de novembro pela Operação Juízo Final, sétima etapa da Lava Jato. Em fevereiro ele se dispôs a fazer delação premiada para se livrar da carceragem da PF.

O acordo prevê que Eduardo Leite pode até sair de casa, mas num raio máximo de 50 metros. Ele terá de comparecer a todos os atos processuais para depor, sempre que intimado.


Leia mais noticias de Brasil e Politica

O vice presidente da Camargo Corrêa declarou à força tarefa da Operação Lava Jato que o tesoureiro do PT o procurou "por volta de 2010" e pediu R$ 10 milhões. O relato de Eduardo Leite foi tomado no âmbito da delação premiada que ele firmou com os procuradores da República e os delegados da Polícia Federal que conduzem a grande investigação sobre cartel e fraudes na Petrobras.


O executivo da empreiteira afirmou que, naquele ano, Vaccari lhe disse que "tinha conhecimento, por meio da Área de Serviços da Petrobras, que a Camargo Corrêa estava atrasada no pagamento das propinas relativas a contratos (com a Petrobras".

O Ministério Público Federal manifestou-se favorável à concessão da prisão domiciliar para Eduardo Leite, diante da extensão da delação que fez.

O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende Eduardo Leite, disse que o empreiteiro "está muito abatido". Experiente criminalista, Mariz de Oliveira é contra a delação premiada.

— Não sou a favor da delação, mas entendo que ela era a única saída para a liberdade (de Eduardo Leite). Não me refiro especificamente às ordens de prisão decretadas pelo juiz Sérgio Moro (que conduz as ações da Lava Jato). Mas a delação poderá se tornar porta de entrada e porta de saída das prisões. Prende-se para delatar e delata-se para sair da cadeia.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.