Brasília Advogado diz que Mauro Cid era 'assessor prestativo' e precisava resolver problemas do chefe

Advogado diz que Mauro Cid era 'assessor prestativo' e precisava resolver problemas do chefe

Cid foi preso por falsificação de cartões de vacina e é suspeito em caso de venda ilegal de joias dadas a Bolsonaro em viagens oficiais

  • Brasília | Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

Advogado de Cid diz que ele era uma 'assessor prestativo'

Advogado de Cid diz que ele era uma 'assessor prestativo'

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O novo advogado do tenente-coronel Mauro Cid, Cezar Roberto Bitencourt, afirmou ao R7 nesta quarta-feira (16) que o militar era um assessor prestativo e que precisava resolver os problemas de toda ordem do chefe Jair Bolsonaro (PL). “Ele era assessor para ajudar nas coisas do dia a dia, desde afazeres corriqueiros até alguma questão mais complexa. Ou seja, era ajudante de ordens, assessor prestativo”, disse.

Mauro Cid foi preso, em maio, por envolvimento em suposto esquema de falsificação de cartões de vacinação. Na ocasião, a Polícia Federal descobriu que o militar teria fraudado os cartões de vacina de Jair Bolsonaro, da filha adolescente do ex-presidente e de outras pessoas do entorno dele. 

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No entanto, os desdobramentos da investigação revelaram que Mauro Cid estaria envolvido em outros crimes, como no caso do sumiço das joias sauditas, que culminou em uma operação da Polícia Federal na última sexta-feira (11). A ação investiga a tentativa de venda ilegal de presentes entregues por outros países ao ex-presidente Bolsonaro.

Nesse caso, além do ex-ajudante de ordens, também são investigados o pai de Mauro Cid, o general da reserva do Exército Mauro Lourena Cid, o tenente Osmar Crivelatti e o advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef. Eles são suspeitos de negociar e vender ilegalmente joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente.

De acordo com a PF, eles teriam utilizado "a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado, por meio da venda desses itens no exterior".

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