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Alcolumbre diz que R$ 500 mil encontrados com irmão são por 'atividade advocatícia'

Familiar do senador foi flagrado com dinheiro em abordagem policial em SP; parlamentar diz que irmão terá de se explicar

Brasília|Sarah Teófilo e Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Alberto Alcolumbre deixa delegacia após depor sobre dinheiro em mala; valores ficaram retidos
Alberto Alcolumbre deixa delegacia após depor sobre dinheiro em mala; valores ficaram retidos

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que o irmão dele, Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem, flagrado com R$ 500 mil em uma mala nesta sexta-feira (25), em São Paulo, terá de explicar a origem do dinheiro. Uma nota divulgada pela assessoria do parlamentar informou que ele "deve explicar do que se trata e que, por ser advogado, o dinheiro encontrado está relacionado a atividade advocatícia".

A nota diz que Alcolumbre teve conhecimento sobre o caso pela imprensa. Alberto e outro homem foram abordados em uma ação policial nesta manhã. O irmão do senador é advogado de carreira e possui escritório em Macapá, no Amapá. A empresa foi aberta em março de 2020 e tem apenas o advogado como sócio.


A polícia ainda investiga a origem do dinheiro. Alberto afirmou que o montante é referente a honorários de uma causa que havia ganhado. Ele e a outra pessoa foram liberados assim que prestaram depoimento. Os valores ficam apreendidos até que o irmão do senador comprove que é o dinheiro é lícito. Alberto deve acionar seu advogado para esclarecer a origem do montante e conseguir resgatá-lo.

Durante a abordagem, um dos suspeitos disse ao policial que o montante seria destinado a empresários envolvidos em campanha eleitoral. Ele alegou ser apenas um motorista de aplicativo e não quis falar com a imprensa.


Os dois estavam em carros diferentes. A mala estava no Ford Fusion dirigido pelo homem que disse ser motorista de aplicativo. Ele passava pelo Parque Anhembi, na zona norte de São Paulo, no início da madrugada da sexta. A Polícia Militar realizava um bloqueio na avenida Olavo Fontoura. O condutor parou o automóvel no meio da via por alguns segundos, desligou os faróis e começou a dar marcha a ré ao ver a blitz.

Como suspeitaram da atitude do homem, os agentes decidiram realizar a abordagem. Houve uma perseguição de cerca de 200 metros. No veículo, as equipes localizaram uma grande quantidade em dinheiro em uma mala.


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Em seguida, um conhecido do suspeito se aproximou, em um Fiat Toro branco. Era Alberto, que se apresentou como advogado e afirmou que o dinheiro era seu, mudando a versão sobre verba para campanha eleitoral dita pelo outro homem. 

A PM decidiu, então, levá-los à delegacia. Três policiais militares passaram uma hora e meia contando as cédulas. O valor totalizou R$ 499.970. Segundo a polícia, as notas são, principalmente, de R$ 50, R$ 100 e R$ 200.

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