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Momentos de altos e baixos marcam 2025 de Lula, ano com pior avaliação do mandato

Presidente enfrentou crises e termina o ano com nível alto de desaprovação, apesar de avanços em promessas de campanha

Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 2025 foi um ano marcado por crises para Lula, que terminou com a pior avaliação do mandato, com 49% de desaprovação.
  • O governo logró avanços, como a isenção do Imposto de Renda e a saída do Brasil do Mapa da Fome, mas enfrentou dificuldades com a aprovação de projetos cruciais no Congresso.
  • Crisis significativas envolveram o escândalo do INSS e a perda de apoio político, com a saída de partidos do governo.
  • Lula também participou da COP30, lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, e realizou várias viagens internacionais ao longo do ano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula encerra terceiro ano do mandato se colocando como candidato à reeleição Ricardo Stuckert / PR - 11.07.2025

Crise com Trump, no INSS e no Congresso, reforma ministerial, COP30 e aprovação da isenção do Imposto de Renda. O 2025 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve vários altos e baixos. O terceiro ano do mandato, prometido para ser o ano da “colheita”, encerra-se como o que teve a pior avaliação.

A última pesquisa Quaest, de dezembro, mostra que 49% dos eleitores desaprovam Lula, o número chegou a 57% em maio. Apesar da queda desde então, o pico de desaprovação do petista nos dois primeiros mandatos foi de 47%.


No início de 2025, Lula prometeu que este seria o ano das entregas, quando seria possível começar a ver os resultados das políticas implementadas. Já quase finalizando 2025, o governo conseguiu celebrar a isenção do Imposto de Renda a quem recebe até R$ 5.000, promessa de campanha que começará a valer ano que vem.

Lula também pode celebrar a saída novamente do Brasil do Mapa da Fome após ter voltado em 2022. O país também termina o ano com o menor nível de desemprego desde 2012. A inflação também recuou e deverá fechar o nome em 4,4%, abaixo do teto da meta.


Outros projetos cruciais do governo, no entanto, ainda não avançaram no Congresso, como os relacionados à segurança pública. A votação do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública, na Câmara, ficaram só para 2026.

No Congresso, Lula também sofreu derrota com a derrubada do veto sobre o PL do Licenciamento e a aprovação do PL da Dosimetria, que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o país termina o ano com a taxa Selic em 15%, o maior nível em quase 20 anos.


Crises

Para além do avanço de projetos, 2025 para Lula foi marcado por crises. O escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), descoberto em abril, que culminou na queda do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, segue em andamento. Ao longo das investigações, o governo tentou se desvencilhar das fraudes e da mira da CPMI do INSS, com Lula prometendo que todos os culpados seriam presos. No entanto, até o nome do filho do presidente chegou a ser citado pelo colegiado.

Com a proximidade das eleições, Lula também começou a perder apoio político. Em setembro, o União Brasil e o PP anunciaram a saída do governo. A medida atingia o então ministro do Turismo, Celso Sabino. Ele, no entanto, se recusou a deixar a pasta antes da COP30. A decisão provocou a expulsão dele do União Brasil em novembro e a saída do governo em seguida. A vaga foi ocupada por Gustavo Feliciano, em dezembro, como forma de tentar uma reaproximação do União Brasil.


A indicação de Gustavo Feliciano também visa apaziguar a relação com o Congresso, estremecida desde a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). O escolhido desagradou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. Sem apoio no Senado, o governo conseguiu adiar a sabatina de Messias para o ano que vem.

EUA X Brasil

Em outubro, Lula teve reunião com Trump Ricardo Stuckert / PR - 26.10.2025

No âmbito internacional, Lula precisou gerir uma crise com os Estados Unidos após a sanção de autoridades brasileiras e a taxação do Brasil em 50%. A sobretaxa foi aplicada ao país em julho e revertida em novembro após meses de negociação. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu as medidas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma relação comercial desigual entre os dois países.

Após várias tentativas do governo brasileiro de dialogar com os norte-americanos, a primeira interação entre Lula e Trump foi em setembro. Os dois se esbarraram na Assembleia-Geral da ONU em Nova York. Em seu discurso, o norte-americano disse que ambos tiveram “química excelente”. O encontro foi seguido por um telefonema e finalmente uma reunião presencial na Ásia.

COP30

COP30 reuniu 195 países Ricardo Stuckert / PR - 07.11.2025

Em novembro, Belém recebeu a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas). O evento foi alvo de várias críticas, principalmente pela falta de hospedagens, mas 195 países participaram da conferência.

Na ocasião, Lula lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre com a meta de arrecadar US$ 10 bilhões até 2026. Ao fim da COP, foi aprovado o pacote de Belém, mas sem consenso sobre combustíveis fósseis.

Reforma ministerial

Ao longo de 2025, Lula trocou oito ministros. O primeiro deles foi Paulo Pimenta, que deixou a Secom (Secretaria de Comunicação Social) logo em janeiro após críticas públicas de Lula em relação à comunicação do governo. Em seu lugar, assumiu o publicitário Sidônio Palmeira.

A reforma ministerial foi seguida pela saída de Nísia Trindade da Saúde e a chegada de Alexandre Padilha. O ministro assumiu a pasta com a missão de impulsionar o programa Mais Especialistas. Nas Relações Institucionais, assumiu a ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann.

A troca de cadeiras seguiu com a substituição de Cida Gonçalves por Márcia Lopes no Ministério das Mulheres e a saída de Carlos Lupi da Previdência após o escândalo do INSS. Assumiu a pasta Wolney Queiroz.

Outro a deixar o governo foi Juscelino Filho, das Comunicações, que pediu desligamento do cargo, após ter sido denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por supostos desvios em emendas parlamentares quando era deputado federal.

Em outubro, foi a vez de Márcio Mâcedo sair do governo para assumir Guilherme Boulos, com a missão de aproximar o governo do povo. Por fim, a última troca do ano foi a de Celso Sabino por Gustavo Feliciano. Sabino teve de deixar o governo após expulsão do União Brasil.

Veja todas as mudanças na Esplanada

Janeiro

  • Comunicação (Secom): saiu Paulo Pimenta e entrou Sidônio Palmeira

Fevereiro

  • Saúde: saiu Nísia Trindade e entrou Alexandre Padilha
  • Relações Institucionais: saiu Alexandre Padilha e entrou Gleisi Hoffmann

Abril

  • Comunicações: saiu Juscelino Filho e entrou Frederico Siqueira

Maio

  • Mulheres: saiu Cida Gonçalves e entrou Márcia Lopes
  • Previdência: saiu Carlos Lupi e entrou Wolney Queiroz

Outubro

  • Secretaria-Geral: saiu Márcio Macêdo e entrou Guilherme Boulos

Dezembro

  • Turismo: saiu Celso Sabino e entrou Gustavo Feliciano

Viagens internacionais

Em novembro, Lula participou da Cúoula do G20 na África do Sul Ricardo Stuckert / PR - 23.11.2025

Em 2025, Lula viajou para 16 países. Segundo levantamento do R7 Planalto, o presidente esteve em cinco nações na Ásia e quatro na América do Sul. Ele também esteve na Europa, África e na América do Norte. Entre os eventos internacionais em que Lula esteve presente, estão a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), reunião dos chefes de Estado do G20, Cúpula do Mercosul, Cúpula do G7, Cúpula do Brics e Cúpula da Celac. O chefe do Executivo também deixou o país para participar dos velórios do ex-presidente do Uruguai e seu aliado político Pepe Mujica e do papa Francisco, no Vaticano.

80 anos e candidato ao quarto mandato

Lula comemorou aniversário ao lado do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto Ricardo Stuckert / PR - 23.10.2025

Em 2025, Lula completou 80 anos e se tornou o primeiro octogenário a ocupar a presidência do Brasil. Na data, ele estava em viagem à Ásia, onde recebeu homenagens. Quatro dias antes do aniversário, o presidente confirmou a intenção de concorrer à reeleição no ano que vem. “Vou completar 80 anos, mas estou com a mesma energia de quando tinha 30”, disse. “Vou disputar um quarto mandato no Brasil”, completou.

Gafes

Muitas vezes falando de improviso, Lula acabou não escapando das gafes em 2025. Veja algumas:

“Se o produto está caro, não compre”

Com preços dos alimentos em alta, o presidente sugeriu em fevereiro que a população parasse de comprar itens caros. “Se todo mundo tivesse a consciência e não comprar aquilo que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, senão vai estragar”, declarou.

“Mulher bonita” para melhorar relação com o Congresso

Em março, ao falar sobre a indicação de Gleisi Hoffmann, para a Secretaria de Relações Institucionais, Lula disse que tinha colocado uma “mulher bonita” na pasta para melhorar a relação com o Congresso.

“Uma coisa que eu quero mudar é estabelecer uma relação com vocês [Congresso], por isso eu coloquei essa mulher bonita para ser ministra de Relações Institucionais”, afirmou. Após a fala, a ministra saiu em defesa do presidente. “Não teve e não tem outro líder como o presidente Lula, que mais empoderou as mulheres”, observou.

“Traficantes são vítimas dos usuários”

Já em outubro, em Jacarta, na Indonésia, Lula disse que os traficantes são “vítimas dos usuários” enquanto falava sobre o combate às drogas no Brasil. “Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, pontuou.

A fala não pegou bem e o presidente teve de se retratar. “Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado”, retificou.

Atenção para a foto

Lula participou de 'foto de família' da cúpula do G7 Ricardo Stuckert / PR - 17.06.2025

Na participação na Cúpula do G7, Lula se distraiu durante o momento da ‘foto de família’ e foi advertido pelos líderes presentes. Ele virou para o lado e começou a conversar com o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa. Ao perceberem a distração, outros chefes de Estado solicitaram, sorrindo, que Lula se voltasse para a foto.

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