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Alvo de operação da PF, ex-corregedor da PRF teria arquivado denúncias contra Silvinei Vasques

Wendel Benevides Matos é suspeito de ter escondido da CGU 23 denúncias que envolviam o ex-diretor da PRF, preso nesta quarta

Brasília|Natália Martins, da Record TV, e Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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Ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques é investigado por interferência nas eleições de 2022
Ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques é investigado por interferência nas eleições de 2022

O ex-corregedor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Wendel Benevides Matos é um dos alvos de busca e apreensão da Polícia Federal na operação que prendeu o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques na manhã desta quarta-feira (9). Matos é suspeito de ter arquivado e omitido da Controladoria-Geral da União (CGU) 23 denúncias contra Silvinei.

A notícia que envolve o ex-corregedor foi divulgada em abril deste ano. Na época, ele afirmou que a informação era uma "fake news" da imprensa. "Não existiu isso", afirmou.


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A PF apura a suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado. Segundo as investigações, integrantes da PRF teriam direcionado recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no segundo turno.

Veja abaixo a lista dos alvos da operação desta quarta (10):


• Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF;

• Luis Carlos Reischak, ex-diretor de Inteligência;


• Rodrigo Hoppe, ex-diretor de Inteligência substituto;

• Wendel Benevides, ex-corregedor-geral;

• Bruno Nonato, ex-PRF e hoje na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);

• Anderson Frazão, ex-coordenador-geral de Gestão Operacional;

• Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações; e

• Antonio Melo Schlichting Junior, ex-coordenador-geral de Combate ao Crime.

Leia mais: Corregedoria da PRF quer ouvir 47 agentes em investigação que levou à prisão de Silvinei Vasques

Silvinei será transferido, no início da tarde desta quarta-feira (9), de Santa Catarina para Brasília, onde prestará depoimento nesta quinta (10). Outros 47 policiais rodoviários federais que participaram da reunião em que Silvinei teria dado orientações para a operação feita no segundo turno das eleições também estão prestando depoimento em 22 estados e no DF.

Perfil de Wender Benevides Matos

Wendel Matos assumiu o cargo em novembro de 2021, no lugar de Jader Augusto Roberão Bezerra. Formado em direito, o ex-corregedor-geral ocupava, anteriormente, a corregedoria-geral da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Na época, a nomeação no órgão comandado pela ex-ministra e atual senadora Damares Alves foi bastante criticada porque ele não tinha experiência na área de direitos humanos.

O currículo de Wendel Matos é marcado por atuações dentro da PRF. Ele iniciou a carreira em 1994, na Delegacia da PRF em Ji-Paraná (RO). Depois, assumiu algumas chefias, como a do Núcleo de Ética e Disciplina de Rondônia e Acre, da Divisão de Correição e Disciplina e Divisão de Corregedoria do DPRF, além de ter sido corregedor regional da 20ª Superintendência da Polícia Rodoviária Federal de Sergipe.

Operação da PF

Os agentes cumpriram na manhã desta quarta-feira dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

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Em nota, a PRF informou que, paralelamente às investigações no STF, foram abertos três processos administrativos disciplinares para apurar a conduta de Silvinei. Os procedimentos foram encaminhados à Controladoria-Geral da União (CGU), órgão com competência para apurar a conduta do ex-diretor.

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Segundo a PF, os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, listados no Código Eleitoral Brasileiro.

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