Anielle Franco se diz ‘esperançosa’ com decisão do Caso Marielle
Ministra da Igualdade Racial e irmã da vereadora assassinada diz que julgamento será uma resposta à ‘democracia brasileira’
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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Os ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomaram, nesta quarta-feira (25), o julgamento da ação penal contra os cinco acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record News, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, se diz “esperançosa” para a decisão da ação penal e entende que o julgamento é uma “exceção” em meio à impunidade no país.

“Não são todas as famílias do Brasil que conseguem chegar a esse ponto e ainda existe muita certeza de impunidade quando as pessoas cometem crime como esse [...] Eu não consigo dizer que a justiça vai ser feita plenamente porque para mim eternamente eu vou falar isso: a justiça mesmo seria se a Marielle estivesse aqui”
No primeiro dia de julgamento, na terça-feira (24), Anielle relatou que “foi difícil ouvir algumas falas”. A ministra citou a frase de Cleber Lopes, advogado de Chiquinho Brazão: “Quem no Rio de Janeiro faz política e nunca pediu voto para traficante ou para miliciano que atire a primeira pedra”.
“Escancara a camada da violência política de gênero e raça, escancara a camada de achar que esses corpos são descartáveis, escancara a relação que um deputado tem com milicianos e ex-policiais militares. [...] Essa resposta precisa vir para a sociedade brasileira, para o mundo todo, porque a Marielle se torna esse símbolo mundial, mas acima de tudo para a democracia brasileira e para as famílias”, conclui Anielle.
Os ministros vão decidir hoje se condenam ou absolvem os acusados Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ); João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar; e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor do TCE.
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