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Ao lado de Macron, Lula defende debate multilateral sobre governança da inteligência artificial

Presidente brasileiro anunciou que o tema entrou, a partir desta quinta-feira (28), na agenda bilateral entre Brasil e França

Brasília|Ana Isabel Mansur e Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Macron e Lula durante agenda no Planalto
Macron e Lula durante agenda no Planalto Ricardo Stuckert/Presidência da República — 28.03.2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (28), ao lado do homólogo francês, Emmanuel Macron, um debate multilateral em torno da governança da inteligência artificial. De acordo com o brasileiro, o tema entrou no rol da agenda bilateral entre Brasil e França.

"Por essa razão o Brasil aderiu, em 2023, à iniciativa francesa Parceria para Informação e Democracia e seguirá trabalhando para promover e proteger a circulação de informação confiável. É tempo de promover um debate verdadeiramente multilateral em torno da governança da inteligência artificial. É inaceitável que um novo hiato separe os países ricos, detentores dessa tecnologia, dos países em desenvolvimento, onde o simples acesso à Internet permanece precário", disse Lula.

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"Como símbolo da renovação dessa parceria, adotamos hoje um Novo Plano de Ação, que estende nossa colaboração para novos campos. Áreas como financiamento da transição ecológica e energética, bioeconomia, agricultura, administração pública, temas digitais, inteligência artificial e direitos humanos e igualdade de gênero passarão a ocupar nossa agenda bilateral. Essa gama de assuntos se reflete nos mais de 20 acordos que celebramos hoje", completou.

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Recentemente, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, por consenso de todos os 193 Estados membros, uma resolução proposta pelos Estados Unidos sobre a governança da IA (inteligência artificial). A resolução afirma que é preciso fechar a lacuna digital entre nações, e dentro delas, para que todos se beneficiem da nova tecnologia. O texto ressalta que ninguém deve usar a IA para prejudicar a paz ou reprimir direitos humanos.

O documento destaca que os "direitos humanos e as liberdades fundamentais devem ser respeitados, protegidos e promovidos ao longo de todo o ciclo de vida dos sistemas de inteligência artificial". Ainda de acordo com a resolução, todos os Estados membros devem se abster ou a cessar a utilização de sistemas de inteligência artificial que sejam impossíveis de controlar. Os sistemas de IA devem "operar em conformidade com o direito internacional em matéria de direitos humanos". O texto afirma ainda que que os mesmos direitos que as pessoas têm offline também devem ser protegidos online, inclusive durante todo o ciclo de vida de sistemas de inteligência artificial.

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