Apoio de Trump a Flávio beneficiaria mais Lula que senador, aponta Genial/Quaest
Pesquisa mostrou que 48% dos eleitores têm opinião desfavorável aos EUA
Brasília|Da Reuters
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Um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de outubro beneficiaria mais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (13).
O levantamento da Quaest, encomendado pela Genial Investimentos, mostrou que um apoio de Trump a Flávio aumentaria as chances de voto em Lula para 32% dos entrevistados, ao passo que 28% afirmaram que o apoio do presidente dos EUA aumentaria as chances de votarem no senador.
Ainda, 19% declararam que o apoio de Trump ao primogênito de Bolsonaro aumentaria a chance de voto em um nome que não seja nem Lula nem Flávio e 14% disseram que o apoio do líder norte-americano não faria diferença em sua decisão de voto.
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A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Entre os eleitores que se declaram independentes, 19% afirmaram que o apoio de Trump a Flávio aumentaria as chances de voto em Lula, 16% disseram que elevaria as chances de votar no senador, 33% responderam que aumentaria as chances de votar em um terceiro nome e 22% que não faria diferença.
A pesquisa apontou ainda que 48% têm opinião desfavorável aos Estados Unidos, percentual que se manteve em relação à pesquisa anterior em agosto do ano passado, enquanto a opinião favorável aos EUA caiu para 38%, ante 44% em agosto.
No último dia de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de bombardeios contra o Irã, alegando ter como objetivo impedir a República Islâmica de obter uma arma nuclear, algo que Teerã nega buscar.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um desses ataques.
Em reação, o Irã disparou mísseis contra Israel e fechou o Estreito de Ormuz, via de navegação por onde passa 20% do comércio mundial de petróleo.
O Irã também atacou bases dos EUA no Oriente Médio, assim como a infraestrutura petrolífera de países vizinhos, levando o barril de petróleo a superar US$ 100 (R$ 525,35, na cotação atual) nos mercados internacionais.
Em janeiro, forças dos EUA também capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, levando-o juntamente com sua esposa para os Estados Unidos para ser julgado por acusações de narcotráfico.
Tanto o Irã quanto a Venezuela têm grandes reservas de petróleo e a República Islâmica também é uma produtora relevante da commodity.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março.
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