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Após comissão da Câmara aprovar louvor a Trump, líder do PT pede moção de repúdio

Documento diz ser ‘inaceitável’ que presidente dos EUA use medidas econômicas para defender Bolsonaro

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Ação de Trump pode afetar interesses de cerca de 10 mil empresas brasileiras, segundo líder petista Official White House/Daniel Torok - 09.07.2025

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), pediu à Casa nesta quinta-feira (10) que aprove uma moção de repúdio ao presidente dos EUA, Donald Trump, após o anúncio de taxação de 50% a produtos brasileiros - medida que começa a valer em 1° de agosto.

Para Farias, é “inaceitável que o presidente dos Estados Unidos utilize medidas econômicas contra o Brasil com motivações puramente políticas, unicamente para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e atacar as instituições democráticas do país, como o Supremo Tribunal Federal”.


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Ao anunciar a taxação, Trump alegou que a tarifa aos produtos brasileiros se deve à suposta desvantagem comercial entre os EUA e o Brasil e por uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, réu no STF por tentativa de golpe de Estado.

O líder do PT alegou que a tarifa não possui base técnica ou comercial legítima, sendo uma “retaliação arbitrária e uma afronta direta à soberania brasileira, feita para alimentar narrativas golpistas e antidemocráticas”.


“O Brasil não pode aceitar passivamente esse tipo de ingerência externa, que agride nossa democracia e os princípios do Estado de Direito”, prosseguiu.

O líder ainda ressaltou que a medida americana pode afetar os interesses de cerca de 10 mil empresas brasileiras que exportam para os EUA e o emprego de milhões de brasileiros, principalmente nos setores que produzem aviões, peças de carros, suco de laranja, carnes, aço e outros produtos estratégicos.


“Trata-se, fundamentalmente, de medida ofensiva à soberania e à democracia do Brasil, que afetará, por motivos políticos menores - como a defesa de agressores da democracia -, as estratégicas relações bilaterais Brasil/EUA, as quais precisam ser protegidas de agentes solertes que atentam, de forma maliciosa, contra os interesses maiores de ambos os países”, finalizou.

‘Brilhante trabalho’

Horas antes do anúncio de Trump, a Creden (Comissão de Relações Exteriores) da Câmara aprovou uma moção de louvor ao republicano “pelo brilhante trabalho desenvolvido como presidente da maior nação e pela incansável luta em defesa da democracia e da liberdade de expressão em todo o planeta”.


O requerimento aprovado é de autoria do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

“O 45º Presidente dos Estados Unidos da América deve ser enaltecido e lembrado como um dos melhores presidentes do mundo e exemplo a ser seguido para a implementação e manutenção de uma democracia moderna e justa”, sustentou o deputado.

No documento aprovado, Sóstenes alega que Trump, em 100 dias de governo, reduziu a inflação dos EUA, buscou diminuir preços das contas de energia, negocia a paz entre a Rússia e a Ucrânia, cortou impostos, protegeu os valores e princípios das famílias, entre outros pontos.

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