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Moraes autoriza atendimento médico contínuo a Bolsonaro durante execução de pena

Ex-presidente cumprirá pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília; defesa alega risco de vida

Brasília|Débora Sobreira, do R7, em Brasília*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro do STF, Alexandre de Moraes, concede atendimento médico integral a Jair Bolsonaro durante cumprimento de pena.
  • Bolsonaro, diagnosticado com câncer de pele e com crises de soluços frequentes, terá acesso à sua equipe médica sem necessidade de autorização prévia.
  • A defesa do ex-presidente alegou risco à saúde, mencionando outras comorbidades como infecções pulmonares e gastrite.
  • Moraes rejeitou o pedido de prisão domiciliar e determinou a prisão preventiva após tentativas de violação da tornozeleira eletrônica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ex-presidente Jair Bolsonaro sofre de um quadro crônico de soluços e de comorbidades ligadas à facada sofrida em 2018 Fotográfo/Agência Brasil - 14.09.2025

Ao decidir que Jair Bolsonaro (PL) comece a cumprir a pena pela trama golpista em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu a garantia de atendimento médico, em tempo integral e em regime de plantão, para o ex-presidente.

O ministro também determinou que seja garantido o acesso da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde de Bolsonaro, independentemente de prévia autorização judicial.


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Neste ano, o ex-presidente foi diagnosticado com câncer de pele. Além disso, ele é constantemente acometido por crises de soluços.

Desde agosto desde ano, quando foi colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro foi três vezes ao hospital: duas para realização de exames de rotina, ligados a complicações resultantes da facada sofrida em 2018, e uma em razão de emergência médica, alegando crise de soluços, vômitos e queda de pressão arterial.


A condição de saúde de Bolsonaro tem sido usada pela defesa do ex-presidente para tentar com que ele fique em prisão domiciliar.

Os advogados descrevem, para além do câncer, um quadro de infecções pulmonares, esofagite e gastrite, como consta em relatório médico.


A defesa afirma que as crises de soluço são frequentes e que, somadas às outras comorbidades crônicas, tornam Bolsonaro dependente de tratamento medicamentoso contínuo, acompanhamento multiprofissional e monitoramento médico especializado.

Na semana passada, os advogados pediram que ele cumprisse a pena da trama golpista em casa e apresentaram exames médicos revelam que “um mal grave ou súbito não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’”.


Moraes, no entanto, rejeitou o pedido. No último sábado (22), o ministro mandou prender o ex-presidente de forma preventiva após ele tentar violar a tornozeleira eletrônica.

Assim que Bolsonaro chegou à Superintendência da PF em Brasília, a corporação relatou ao Supremo que a opção “mais ágil e segura” para atendimentos emergenciais de Bolsonaro é o acionamento imediato do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

*Sob supervisão de Leonardo Meireles

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