Brasília Após filas nos Cras, GDF anuncia atendimento 100% presencial e mutirão 

Após filas nos Cras, GDF anuncia atendimento 100% presencial e mutirão 

Secretária de Desenvolvimento Social informou que reforço é para dar conta da alta demanda provocada pela pandemia da Covid-19

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Mayara Noronha, secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal

Mayara Noronha, secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal

Reprodução

A secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Mayara Noronha, anunciou, nesta sexta-feira (3), que para dar conta da demanda nos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), estimada em 200 mil pessoas, serão retomados os atendimentos 100% presenciais nas unidades. Além disso, serão feitos mutirões aos sábados, que já começam neste primeiro fim de semana do mês de junho.

As unidades do Cras vão abrir aos sábados, das 8h às 17h, para prestar atendimentos ligados ao Cadastro-Únido (Cad-Único). A partir desta segunda-feira (6), a distribuição de senhas será retomada. Mesmo com o suporte 100% presencial, quem tiver dificuldade de deslocamento pode agendar o atendimento.

Nos Cras, as famílias, além de se cadastrarem no Cad-Único, podem procurar outros benefícios sociais, como auxílios emergenciais, isenção na taxa para confecção de RG e isenção ou redução da tarifa de água e energia.

Alta demanda

Na ocasião do anúncio, a secretária comentou que a demanda de atendimento nos Cras aumentou devido à crise econômica e social agravada pela pandemia de Covid-19. "Quando a gente vê essa demanda reprimida como se fosse uma crise que surgiu apenas na pandemia, ela só aflorou na pandemia", disse.

De acordo com a Sedes, a demanda aumentou significativamente nos últimos três anos. Em 2020, 53 mil pessoas procuravam a assistência social. No ano seguinte, esse montante subiu para 121 mil. Agora chega a 200 mil. Por isso, 45 servidores passaram a atuar em sete unidades do Na Hora para prestar os serviços dos Cras.

A secretaria ressaltou ainda que parte desse público já passou pelo Cras, mas que ainda não teve a demanda atendida. "Quanto mais se divulga um serviço, maior é a informação da população e maior a procura", disse. Ela estima que cada atendimento leve cerca de uma hora.

"A gente está lutando há dois anos para conseguir reforma e manutenção nas nossa unidades, mas tudo no serviço público é extremamente burocrático e demorado", assinalou Mayara Noronha. "Não se resolve em estalar de dedos".

Organização Social

Há dois anos, a pasta lançou um chamamento público para contratar Organização da Sociedade Civil (OSC) que passe a prestar os atendimentos relacionados ao cadastro e atualização do Cad-Único. A OSC vencedora vai instalar 14 novos pontos de atendimento exclusivo para esse serviço em regiões de maior vulnerabilidade do Distrito Federal.

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