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Após pedido de Gilmar, Salomão abre diálogo sobre possíveis irregularidades em precatórios

Mobilização se dá após envio de ofício pelo ministro Gilmar Mendes, que recomendou investigação ao Conselho de Justiça Federal

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Ministro Luis Felipe Salomão, do STJ, deve anunciar conjunto definitivo de medidas nos próximos dias Emerson Leal/STJ – Arquivo

O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Luis Felipe Salomão, criou uma equipe para alinhar ações com a AGU (Advocacia-Geral da União) após suspeitas de irregularidades na emissão de precatórios federais. As negociações são acompanhadas pelo corregedor e vice-presidente do STJ, ministro Mauro Campbell.

O ministro deve anunciar nos próximos dias o conjunto definitivo de medidas que passará a vigorar na Justiça Federal. A mobilização ocorre após o envio de um ofício pelo decano do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, que alertou o CJF (Conselho de Justiça Federal) para a necessidade de investigar possíveis desvios e adotar medidas preventivas.

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Entre as propostas estão uma correição extraordinária nos TRFs (Tribunais Regionais Federais), a suspensão da emissão antecipada desses títulos e a abertura de investigações disciplinares e criminais.

Nos ofícios, Gilmar relaciona as medidas às suspeitas investigadas no caso do Banco Master. Segundo o ministro, as apurações indicam a existência de um modelo de negócios que teria usado créditos judiciais contra a União para levantar recursos no mercado financeiro.

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Entre as ações em estudo pela presidência do STJ e do CJF, destaca-se a criação de um painel público para acompanhamento em tempo real dos precatórios. A ferramenta permitirá que a sociedade consulte dados detalhados, como o valor das dívidas, a natureza da causa e o tribunal responsável pela ordem de pagamento.

O pacote de soluções em avaliação inclui, ainda, a obrigatoriedade do registro formal do trânsito em julgado do processo antes da expedição do título, além da criação de grupos especializados nos TRFs para auditar precatórios de elevado valor e adotar estruturas voltadas à celebração de acordos diretos com aplicação de deságio.

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