Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Após recuo da greve, governo terá nova rodada de negociações com caminhoneiros

Guilherme Boulos vai receber representantes dos caminhoneiros nesta semana para falar sobre reivindicações ainda pendentes

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo terá nova rodada de negociações com os caminhoneiros após recuo da greve.
  • Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, se reunirá com representantes da categoria esta semana.
  • A decisão de não iniciar a paralisação nacional está condicionada ao avanço nas negociações e atendimento das reivindicações pendentes.
  • A medida provisória recém-publicada altera regras sobre o piso mínimo do frete e reforça a fiscalização no setor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

SP - CAMINHONEIROS ALERTAM / PARALISAÇÃO - ECONOMIA - Caminhoneiros estão em estado de alerta para paralisação nesta quarta-feita (18),  após uma reunião realizada nesta última segunda-feira (16) no Porto de Santos com líderes da categoria, diante das dificuldades enfrentadas com o aumento constante do preço do diesel. Na foto, movimentação de caminhões no trecho oeste do Rodoanel Mario Covas, região de Osasco na Grande São Paulo, nesta terça-feira (17). 17/03/2026 - Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Entidades ligadas aos caminhoneiros ainda estão sob estado de greve Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 17.3.2026

Apesar de decidirem não iniciar uma paralisação nacional na semana passada após o governo publicar uma medida provisória beneficiando caminhoneiros, entidades ligadas à classe ainda estão sob estado de greve, que está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos da pauta da categoria ainda pendentes.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, vai receber representantes dos caminhoneiros nesta semana, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medida.


A decisão tomada na sede do Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista), em Santos, não encerrou o movimento, mas transferiu para os próximos dias uma nova avaliação sobre eventual paralisação.

“Está mantido o estado de greve”, disse o presidente da ANTB (Associação Nacional de Transporte no Brasil), José Roberto Stringasci.


Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar mais sete dias. “Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar”, afirmou.

leia mais

A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) afirmou em nota que a paralisação nacional está, “por enquanto, suspensa” e atribuiu a decisão à publicação da medida provisória.


O presidente da entidade, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, disse que os caminhoneiros agiram com “maturidade, responsabilidade e coerência” ao evitar a paralisação. A confederação informou ainda que continuará negociando com o governo outras pautas da categoria, que poderão ser apresentadas por meio de emendas à medida provisória.

A Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) também informou, em nota, que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo nesta semana.


A entidade relacionou a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 de março sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo. Segundo a associação, a suspensão do movimento está condicionada ao avanço das negociações e ao atendimento das reivindicações ainda pendentes.

O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, indicou durante a assembleia que a avaliação das lideranças foi a de manter a negociação aberta após a publicação da MP. “Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também”, afirmou.

O que diz a MP do governo

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 reforça as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.

A MP traz modificações à lei da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, de 2018. Para isso, estabelece mecanismos mais rigorosos de controle, como, por exemplo, a obrigatoriedade do registro de todas as operações por meio do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte).

A medida também prevê um reforço na fiscalização, unindo dados coletados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Receita Federal e fiscos estaduais e municipais.

Outra mudança importante envolve o endurecimento das penalidades por descumprimento das regras. Neste caso, empresas transportadoras poderão ser punidas com a suspensão do registro no RNTRC (Registro Nacional de Transportes Rodoviários e Cargas) e até mesmo com o cancelamento da autorização para atuar no setor por até dois anos.

Os TACs (Transportadores Autônomos), por sua vez, não serão alvo das suspensões.

As multas para contratantes que descumprirem o piso do frete também sofreram aumento: agora, podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação, além da possibilidade de proibição de contratar novos fretes.

A responsabilização pode ainda se estender a sócios e integrantes de grupos econômicos, por meio da desconsideração da personalidade jurídica.

Também na semana passada, o governo publicou o decreto nº 12.883/2026, com diretrizes para a definição do preço de referência do diesel.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.