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Após tarifaço, governo promete dar preferência à indústria nacional nas compras do SUS

Ministério da Saúde vai investir R$ 2,4 bilhões em equipamentos feitos no Brasil para atendimento básico e cirurgias

Brasília|Do R7, em Brasília

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo federal anunciará R$ 2,4 bilhões em compras para o SUS, priorizando produtos nacionais.
  • Equipamentos brasileiros podem ser adquiridos mesmo com preço até 20% mais alto que os importados.
  • A lista de compras inclui itens para atendimento básico e cirurgias, com a primeira concorrência começando esta semana.
  • Meta do Brasil é aumentar a produção nacional de insumos de saúde de 45% para 50% até 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lista de equipamentos inclui 17 produtos Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

Às vésperas do tarifaço, o governo federal anunciou, nesta segunda-feira (4), que vai investir R$ 2,4 bilhões em compras de mais de 10 mil equipamentos para o SUS (Sistema Único de Saúde). A preferência será para produtos feitos no Brasil e com tecnologia nacional.

Segundo o Ministério da Saúde, os equipamentos brasileiros poderão ser adquiridos mesmo que seus preços sejam entre 10% e 20% superiores aos similares importados.


As compras serão feitas pela pasta, por meio de um edital.

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Alexandre Padilha, ministro da Saúde, afirmou que o momento pelo qual o Brasil passa reforça a importância do fortalecimento de empresas e indústria, com o objetivo de obter maior soberania e segurança para a nossa saúde.


Também considerou que é uma oportunidade de uma mobilização ainda maior.

“Investir no Complexo-Econômico Industrial da Saúde é uma estratégia essencial para proteger empregos e vida. No Ministério da Saúde, seguiremos comprometidos com a defesa da saúde, com o estímulo à produção no Brasil e com o cuidado da nossa população”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


Lista de equipamentos

A lista de equipamentos inclui 17 produtos para atendimento básico e 11 usados em cirurgias e procedimentos oftalmológicos. A primeira concorrência começa já nesta semana.

No caso da atenção especializada, estão listados aparelho de anestesia, mesa cirúrgica elétrica radiotransparente, ultrassom portátil, microscópio cirúrgico oftalmológico, laser para oftalmologia e sistema de videoendoscopia rígida.


Para a atenção primária, as compras são de itens como câmara fria para conservação de vacinas, retinógrafo digital, eletrocautério (bisturi elétrico), desfibrilador externo automático, doppler vascular, laser terapêutico de baixa potência, ultrassom para fisioterapia e balança digital portátil.

Brasil produz 45% das necessidades nacionais

Segundo a pasta, o Brasil produz em torno de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde.

A meta da NIB é elevar a produção a 50% até 2026 e a 70% até 2033.

“O governo do presidente Lula seguirá mobilizando todos os instrumentos para defender a economia brasileira, como é o caso das compras públicas, que têm um papel importante para fortalecer o setor de dispositivos médicos”, afirma o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

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