Bate-boca e confusão marcam início de leitura de relatório da CPMI do INSS
Deputados Lindbergh Farias e Alfredo Gaspar discutiram e trocaram xingamentos após resgate de falas de ministro aposentado do STF
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília e Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília
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Na última sessão do colegiado, nesta sexta-feira (27), a CPMI do INSS teve a leitura do relatório referente aos trabalhos efetuados. O documento de 4.340 páginas foi elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). Ao início da fala do parlamentar sobre a peça, houve confusão entre os congressistas.
Gaspar começou a detalhar o documento e passou a ler uma declaração com falas do ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, em 2018, durante um desentendimento com o também ministro Gilmar Mendes.
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“Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”, leu o deputado, como dito por Barroso a Mendes à época. “Eu não sei, mas gostei da poesia”, comentou o parlamentar, depois de dizer que as frases definiam bem essa quinta-feira (26), quando a maioria do STF votou para rejeitar a prorrogação dos trabalhos da CPMI. “Mesmo àqueles que não simpatizam com o juiz [Luís Roberto Barroso], é importante reconhecer a poesia”, ironizou Gaspar.
Em seguida, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou do parlamentar à frente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que Alfredo Gaspar iniciasse a leitura do relatório. “Presidente, isso é o relatório ou é um circo? Cadê o relatório? Eu não vou ficar perdendo tempo”, criticou o petista.
Então, Gaspar respondeu: “Deputado Lindinho, não estamos falando de Odebrecht”, em aparente referência a um inquérito arquivado pelo STF em 2017, no âmbito da Operação Lava Jato, por falta de provas de uma suposta relação de Lindbergh com a empresa de engenharia. Pouco depois, o petista chamou o relator de “estuprador”.
Alfredo Gaspar rebateu: “Eu estuprei corruptos como Vossa Excelência, que roubam o Brasil. Ladrão. Corrupto”. Em meio a mais xingamentos, como “cafetão” e “criminoso”, os parlamentares iniciaram um bate-boca, mas Carlos Viana afirmou que não interromperia a sessão, pois “o povo tem direito de saber” o que ocorre na CPMI.
Assista (a partir de 01:26:00):
A sessão acabou suspensa por 15 minutos, enquanto o relatório ainda não estava disponível ainda para leitura dos parlamentares. O texto apresenta 216 pedidos de indiciamento contra pessoas supostamente envolvidas no escândalo do INSS.
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