Bolsonaro se levanta às 8h, dorme à tarde e faz caminhada de 1 km todo dia
Rotina do ex-presidente na Papudinha foi detalhada em documento encaminhado pela Polícia Federal ao STF
Brasília|Thays Martins e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília
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A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha, inclui leitura, tempo para ver televisão e exercícios. Bolsonaro está preso no local desde 15 de janeiro. Em laudo da Polícia Federal apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (6), Bolsonaro disse observar uma “melhora” no ambiente em que está preso em relação à Superintendência da Polícia Federal, onde estava antes.
No documento, é detalhado a rotina do ex-presidente. Diariamente, Bolsonaro acorda às 5h, mas permanece deitado até às 8h. Após se levantar, ele toma café da manhã, sendo a única refeição que ele aceita da unidade prisional, que consiste em pão com manteiga e achocolatado.
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No resto da manhã, ele faz leituras. Mês passado, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Bolsonaro faça leituras para a redução da pena. São quatro dias de pena a menos para cada livro lido e resenhado.
Após o almoço, Bolsonaro faz um repouso de aproximadamente 20 minutos e costuma assistir a programas esportivos na televisão, além de conversar com o policial responsável pela guarda de seu alojamento.
Já no fim da tarde, o ex-presidente faz uma caminhada de cerca de 1 km, sob escolta. Segundo a Polícia Federal, ele também auxilia na manutenção da limpeza de seu próprio ambiente. Ele se deita para dormir às 22h.
Alimentação e tratamentos
O almoço e o jantar são trazidos por familiares. O almoço geralmente inclui arroz, feijão, uma proteína (carne ou frango) e salada de alface e tomate. O jantar é composto por caldos ou sopas. No intervalo entre essas refeições se alimenta de biscoitos, bolos ou outros alimentos trazidos por familiares e visitantes.
Um policial também foi designado para administrar as medicações que Bolsonaro precisa nos horários corretos. No local, o ex-presidente também usa um aparelho CPAP durante o sono para tratar a apneia grave. Uma vez por semana, ele recebe a visita de um fisioterapeuta e sessões de acupuntura. Ele também tem recebido as visitas do médico pessoal, Brasil Caiado, e de um pastor.
Bolsonaro está preso em uma Sala de Estado Maior com área interna de 38,5 m², dividida em quarto-sala, copa, lavanderia e banheiro, além de um espaço externo privativo ao ar livre. O local é equipado com ar-condicionado, geladeira e filtro de água.
Resposta da defesa
Em nota à imprensa, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou que o laudo médico não autoriza, de forma expressa, a manutenção do ex-presidente no local atual de custódia.
Segundo os advogados, o documento apenas descarta internação hospitalar imediata, mas aponta risco concreto de descompensação clínica, possibilidade de morte súbita e novas quedas caso não haja cuidados rigorosos.
A defesa também destacou que a análise médica ainda não terminou e aguarda parecer do assistente técnico indicado.
Veja a nota completa:
A defesa do Presidente Jair Bolsonaro, diante das informações veiculadas na imprensa após a divulgação do laudo médico oficial, vem a público esclarecer que o referido documento não conclui, de forma expressa, pela possibilidade de manutenção do Presidente no atual local de custódia.
O laudo se limita a registrar a inexistência de indicação de internação hospitalar imediata, consignando, contudo, que o quadro clínico descrito exige a observância rigorosa de medidas médicas e assistenciais específicas. O próprio documento reconhece que a eventual ausência dessas medidas pode resultar em descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte, bem como aponta risco de novas quedas, em razão das condições funcionais avaliadas.
A defesa ressalta, ainda, que a avaliação técnica não se encontra encerrada, estando pendente a apresentação do parecer do médico indicado como assistente técnico, que complementará a análise sob a perspectiva da compatibilidade entre o estado de saúde do Presidente e o regime de custódia atualmente imposto.
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