Bolsonaro tem alta prevista para sexta-feira, diz boletim médico
Quadro clínico evolui bem, sem sinais de infecção aguda, e ex-presidente segue em observação no hospital DF Star
Brasília|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília
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O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), segundo boletim médico divulgado nesta quinta (26). O documento informa que ele apresenta boa evolução clínica, está sem sinais de infecção aguda e segue internado após diagnóstico de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
De acordo com a equipe médica do hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro permanecerá em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, diante da resposta positiva ao tratamento.
Bolsonaro deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda-feira (23) e foi transferido para um quarto no hospital DF Star, em Brasília. Ele está internado desde 13 de março, após apresentar vômitos e calafrios, e foi diagnosticado com infecção pulmonar.
O ex-presidente, que atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, foi levado ao DF Star na manhã de 13 de março, após apresentar quadro de vômitos e calafrios. No mesmo dia, ele acabou internado na UTI do DF Star, com diagnóstico de infecção pulmonar.
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Prisão domiciliar
Na terça-feira (24), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente pelo prazo inicial de 90 dias, em razão de seu estado de saúde. A decisão, no entanto, impõe uma série de medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições amplas de comunicação e visitas.
Moraes determinou que Bolsonaro permaneça integralmente dentro de casa. O monitoramento eletrônico será restrito exclusivamente ao endereço domiciliar, com envio diário de relatórios ao Judiciário.
A decisão também estabelece uma proibição total de comunicação externa. O ex-presidente não poderá utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de contato, nem diretamente nem por intermédio de terceiros. O uso de redes sociais também está vetado, assim como a gravação de áudios ou vídeos.
As restrições se estendem ao regime de visitas. Durante os 90 dias de prisão domiciliar, estão suspensas todas as visitas gerais, com exceção das pessoas que moram na casa de Bolsonaro: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia.
Outros familiares, como os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, só poderão visitá-lo em dias e horários previamente estabelecidos. Advogados e profissionais de saúde terão acesso mediante regras específicas de agendamento e duração.
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