Brasil leva maior delegação em 24 anos de participação no mundial de robótica nos Estados Unidos
Com 144 estudantes, esta é a maior participação desde 2000, quando a 1ª equipe brasileira foi ao mundial; torneio ocorre entre 17 e 20 de abril
Brasília|Iasmim Albuquerque*, do R7, em Brasília

A delegação brasileira que viaja ao Estados Unidos para participar do campeonato mundial de robótica é a maior desde o ano 2000, quando o Brasil passou participar do torneio realizado pela organização sem fins lucrativos FIRST em Houston, no Texas. Ao todo, são 144 alunos de 9 a 18 anos que estudam em escolas públicas e particulares de 10 estados. Além dos estudantes, a delegação terá 54 técnicos e mentores. O torneio ocorre entre 17 e 20 de abril e reúne cerca de 15 mil estudantes de mais de 50 países.
O Brasil será representado pelos estados de Alagoas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Dos 14 times brasileiros, 12 se classificaram para o mundial no Festival SESI de Educação, realizado pelo Serviço Social da Indústria em março, em Brasília. Outras duas equipes garantiram a classificação em torneios em Curitiba e no Canadá.
“O Brasil entrou de maneira definitiva no circuito internacional da robótica em 2012, quando o SESI passou a realizar a seletiva nacional para o mundial da FIRST. A cada ano que passa, temos mais estudantes competindo. Prova da projeção do país é o aumento no número de vagas para o mundial do ano passado para cá”, destaca o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira.
Durante o mundial, os estudantes competem em equipes e por modalidades — da iniciante, com peças de LEGO, a avançado, com robôs de porte industrial, que chegam a pesar 56 kg e medir 1,5 metro de altura.
Eles também são avaliados por construir máquinas que devem cumprir tarefas em modo totalmente autônomo e teleoperado. Além disso, os estudantes devem apresentar um projeto de pesquisa com uma solução para um problema real dentro da temática “Arte”, com plano de negócios da equipe, patrocínios e projetos sociais para levar a ciência e a tecnologia para a comunidade e valores que eles apresentam durante o torneio.
*Sob supervisão de Fausto Carneiro













