Brasil oferece apoio em saúde à Venezuela em caso de conflito, mas foca em proteger brasileiros
Ministério diz que cooperação humanitária ocorre sem prejuízo ao SUS e inclui plano para eventual aumento do fluxo migratório
Brasília|Beatriz Oliveira e Mariana Saraiva, da RECORD e do R7, em Brasília
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (5) que o Brasil está disponível para prestar apoio humanitário em saúde à Venezuela caso o conflito com os Estados Unidos impacte o sistema de saúde do país vizinho.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa, na qual o ministro reforçou que qualquer ação de cooperação internacional ocorre sem comprometer a prioridade absoluta do atendimento à população brasileira por meio do SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo Padilha, ataques recentes dos EUA destruíram um centro de distribuição de medicamentos e insumos essenciais para tratamento de diálise na Venezuela. A situação foi confirmada pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que solicitou apoio aos ministérios da Saúde da região.
“Há uma necessidade específica neste momento, porque o ataque bélico destruiu um centro de distribuição de medicamentos e insumos para diálise. Isso foi confirmado pela Opas, que pediu apoio aos países da região. Estamos mobilizando a possibilidade de fornecer medicamentos e insumos para essa situação em específico. São cerca de 16 mil pacientes que realizam tratamento de diálise”, afirmou o ministro.
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Padilha destacou que a ajuda à Venezuela não compromete o atendimento interno.
“Nossa prioridade absoluta é cuidar do SUS e do povo brasileiro e reduzir impactos que podem decorrer de um eventual aumento do fluxo migratório. Ao mesmo tempo, seguimos com a cooperação humanitária”, disse.
O ministro explicou que o governo federal mantém monitoramento constante dos possíveis reflexos do conflito nas fronteiras brasileiras, especialmente sobre o sistema de saúde.
“Sempre que há uma situação crítica, nos preparamos para os impactos nas fronteiras, com o objetivo de reduzir efeitos sobre o nosso sistema de saúde. Se for necessário ampliar equipes, estamos preparados”, afirmou.
Ele acrescentou que um financiamento internacional anteriormente mantido pelos Estados Unidos para ações na fronteira foi interrompido, e que o governo federal passou a assumir integralmente a atuação.
Atualmente, cerca de 40 profissionais atuam de forma permanente no acolhimento na fronteira, em parceria com as Forças Armadas, responsáveis pelo primeiro contato com os migrantes. A AgSUS (Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde) é responsável pelo atendimento de pacientes nos abrigos.
Na área de imunização, Padilha informou que aproximadamente 500 mil doses de vacinas foram aplicadas em 2024 e 2025 para garantir a vacinação de todas as pessoas que cruzam a fronteira. “Estamos preparados para aumentar as equipes, se necessário. Desde sábado, não houve aumento do fluxo migratório”, afirmou.
O ministro lembrou ainda que, no fim de novembro e dezembro do ano passado, foi registrado um aumento significativo no número de venezuelanos entrando no Brasil, com cerca de 350 a 400 pessoas por dia. “Temos um plano detalhado para esse cenário. A fronteira está fechada, e essa é a prioridade do nosso plano”, concluiu.
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