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Brasil pode voltar a ser monarquia? Senado analisa proposta de plebiscito

País é uma república desde o dia 15 de novembro de 1889; proposta teve origem em pedido popular

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senado analisa proposta de plebiscito para restaurar a monarquia parlamentarista em 2026.
  • A proposta venceu o apoio popular com mais de 30 mil assinaturas registradas no portal e-Cidadania.
  • Defensores argumentam que a monarquia poderia melhorar a eficiência governamental e reduzir a corrupção.
  • Brasil foi monarquia entre 1822 e 1889 e, em plebiscito de 1993, 66% optaram pela república e 56% pelo presidencialismo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após a Independência, o Brasil viveu sob o regime da monarquia Reprodução/Brasil: da Monarquia à República/Senado

O Senado analisa uma sugestão legislativa que propõe a convocação de um plebiscito em 2026 para discutir a restauração da monarquia parlamentarista no Brasil.

A proposta foi registrada no portal e-Cidadania, da própria Casa, após reunir mais de 30 mil apoios populares, acima dos 20 mil necessários para que uma sugestão seja analisada formalmente.

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Atualmente, o assunto está na CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado. O colegiado deve decidir se o tema será transformado em uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), mas ainda não há data para a análise acontecer.

O autor da sugestão defende que o sistema republicano presidencialista é ineficiente e que um regime monárquico parlamentarista permitiria maior autonomia aos partidos eleitos.

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“A república presidencialista se mostrou não efetiva, tendo que gastar orçamentos que poderiam ser investidos no povo, para comprar apoio no Senado e Câmara”, escreveu o homem que sugeriu a ideia ao Senado.

Segundo ele, “com a monarquia parlamentarista, o partido eleito teria mais autonomia para governar, sem precisar usar dinheiro público para ter apoio”.

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O homem cita países como Espanha, Inglaterra e Dinamarca, que adotam esse modelo e apresentam baixos índices de corrupção e maior investimento público.

“No caso, trocaríamos o atual sistema de governo, e elegeríamos um partido e o 1º ministro, e o imperador seria a unidade.”

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Caso a sugestão vire PEC e seja aprovada por Senado e Câmara, ela será promulgada e passará a valer como parte do novo texto constitucional, abrindo caminho para a mudança do sistema de governo.

Histórico e desinformação

Essa não é a primeira vez que surge uma proposta de mudança da forma e do sistema de governo no país. O Brasil foi uma monarquia entre 1822 e 1889, da Independência até a Proclamação da República.

Desde então, o país adota o sistema presidencialista, com exceção de um breve período parlamentarista entre 1961 e 1963.

Em 1993, foi realizado um plebiscito nacional, previsto na Constituição de 1988, para decidir sobre a forma e o sistema de governo.

O resultado manteve a república (66%) e o presidencialismo (56%), enquanto a monarquia recebeu apenas 10% dos votos. A alta abstenção e os votos nulos indicaram pouco interesse da população pelo tema.

A campanha de dois meses foi marcada por desinformação, mesmo antes do uso das redes sociais. O plebiscito ocorreu após o impeachment de Fernando Collor de Mello, com Itamar Franco no governo.

As campanhas usaram o contexto do impeachment como argumento para mudar o sistema, mas não esclareceram bem a população.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) precisou explicar o processo de votação na televisão para reduzir dúvidas.

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