Brasília Câmara aprova inclusão de alunos de escolas privadas no Prouni

Câmara aprova inclusão de alunos de escolas privadas no Prouni

Medida provisória foi editada pelo governo federal para 'desburocratizar o acesso ao ensino superior'

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília

Paulo Sergio/Câmara dos Deputados - 12.4.2022

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (12) a conversão em lei de uma medida provisória que amplia o acesso de estudantes de escolas particulares ao Prouni (Programa Universidade para Todos). Agora, o texto segue para a análise do Senado.

Desde que o programa foi instituído, em 2005, apenas alunos de escolas públicas ou de escolas privadas com bolsa integral podiam ser contemplados. Com a MP, quem estuda em escola particular sem bolsa poderá se beneficiar do Prouni.

A medida foi editada em dezembro do ano passado. Segundo o Executivo, o objetivo dela é "desburocratizar o acesso ao ensino superior". Caso a MP também seja aprovada pelo Senado, as novas normas entrarão em vigor a partir de 1º de julho deste ano.

A medida provisória altera, ainda, a reserva de cotas destinadas a negros, povos indígenas e pessoas com deficiência. Com as modificações, o governo passará a considerar, de forma isolada, e não mais conjunta, o percentual de autodeclarados pretos, pardos ou indígenas e o percentual de pessoas com deficiência.

Durante a análise da medida, os deputados fizeram alterações no texto. Uma das modificações inclui no sistema de cotas os estudantes vindos dos serviços de acolhimento institucional e familiar ou neles acolhidos, que deverão constar na base de dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, mantida pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Por se tratar de uma MP, a proposta precisa ser analisada pela Câmara e pelo Senado em no máximo 120 dias a partir da sua publicação para se tornar lei e não perder a validade. Esse prazo expira em 16 de maio.

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