A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu prazo de 15 dias para o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida se defender da acusação de difamação feita pela ONG Me Too. A queixa-crime foi apresentada pela ONG no início de março e Cármen Lúcia é a relatora do caso. Segundo a ONG, o ex-ministro acusou, sem provas, a instituição de tentar interferir no processo de licitação do Disque Direitos Humanos, dando a entender que poderia haver um possível superfaturamento. O conteúdo foi publicado nas redes oficiais do Ministério dos Direitos Humanos. “O conteúdo propagado via postagem publicada no instagram do MDHC, bem como por meio de sua publicação no site do Governo Federal, repercutiu de forma ampla e imediata na mídia e perante a opinião pública, desencadeando uma série de apontamentos, questionamentos, inferências e ataques diretos ao Me Too Brasil, bem como à sua Diretora Presidente Marina Ganzarolli, nomeada expressamente na aludida nota publicada nos canais oficiais”, diz a ONG. Na época da publicação da acusação da ONG, a defesa de Silvio Almeida disse que “Silvio jamais afirmou que a ONG fraudou licitação” e que na postagem ele “fez referência a tentativas de contatos informais feitos por representantes da ONG para tratar do contrato do disque 100, conduta no mínimo inapropriada, e que efetivamente ocorreu”. A Me Too foi responsável por trazer a tona as diversas denúncias de mulheres contra o ex-ministro por assédio, entre elas da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Ele saiu do governo em setembro do ano passado após a divulgação das acusações. Na época, o presidente Lula disse que era insustentável a permanência dele no governo. Com a demissão dele, a pasta passou a ser comandada pela professora Macaé Evaristo.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp