Brasília Ministério da Saúde vai criar centro para coordenar medidas contra a dengue em todo país; veja detalhes 

Ministério da Saúde vai criar centro para coordenar medidas contra a dengue em todo país; veja detalhes 

Em 2024, o Brasil registrou 217.481 casos prováveis de dengue, segundo dados da pasta

  • Brasília | Edis Henrique Peres e Rafaela Soares, do R7, em Brasília

Ministra quer mobilização nacional contra a doença

Ministra quer mobilização nacional contra a doença

Joel Rodrigues/Agência Brasília

O Ministério da Saúde vai criar o Centro de Operações de Emergência, para coordenar as medidas contra o mosquito da dengue. A informação foi anunciada pela ministra Nísia Trindade nesta quinta-feira (1º). Segundo ela, a estrutura estabelecerá um diálogo permanente com estados e municípios, e também com os outros ministérios. “A nossa mensagem é uma mensagem de mobilização nacional nesse momento. Um Brasil unido contra a dengue”, ressaltou. Em 2024, o Brasil registrou 217.481 casos prováveis de dengue, segundo dados da pasta.

A ministra também comentou o papel que a própria população deve exercer com o aumento nos casos. “É um chamamento público para a união de todo o país para proteger a nossa população”, disse Nísia. A titular da pasta também lembrou que mais de 75% dos focos se encontram nas casas.

A titular também explicou que o centro é criado sempre que o país enfrenta uma preocupação de alerta ou de emergência. “Como estamos vendo, a dengue tem apresentado explosões de casos em alguns municípios, sobretudo nas regiões sudeste e centro-oeste. Nós já víamos trabalhando com uma sala de acompanhamento de situação desde novembro, mas consideramos ser importante neste momento uma mobilização nacional”, explicou. 

Nesta semana, a ministra alertou à população que a vacina contra a dengue não é a solução para o número de casos da doença enfrentados no país e que é necessário combater os focos do mosquito. A declaração foi dada uma visita a um dos pontos de atendimento do Distrito Federal, que registra a maior incidência de casos por 100 mil habitantes do país.

“É muito importante afirmarmos e reafirmarmos: a vacina é o nosso instrumento de esperança em relação a um problema de saúde pública que tem quase 40 anos. Finalmente temos vacina e temos que celebrar. Mas a vacina no quantitativo que o laboratório hoje pode nos entregar, sendo uma vacina de duas doses, numa situação como vivemos hoje no Distrito Federal e outros municípios, ela não pode ser apontada como solução. Se o Ministério da Saúde fizesse isso, ele estaria errado. Nesse momento agora temos que lidar principalmente fazendo o controle dos focos [do mosquito] e cuidando de quem adoece por dengue”, afirmou.

A ministra também disse que o Presidente da República está preocupado com a situação. Nesta semana, Lula conversou com Nísia sobre a dengue. “Vamos intensificar as ações, temos uma sala de situação que funciona ininterruptamente e visitaremos outros pontos do país para prestar apoio. O presidente está acompanhando de perto a situação”, declarou.

A expectativa é que a vacina seja entregue na segunda semana de fevereiro, conforme informado pelo R7 após reunião de emergência do Ministério com a Secretaria de Saúde do DF e pastas do Entorno nesta terça (30).

“Ainda não começamos a distribuição porque estamos atendendo uma regulação técnica da Anvisa. Assim que tivermos ela pronta, começamos a distribuição”, informou Nísia na ocasião.

Parte da regulação, segundo a pasta, é ter a bula da vacina em português. A expectativa do Ministério é que as demandas sejam atendidas na próxima semana para que na seguinte se inicie a distribuição. Para solucionar a demanda, a bula traduzida será entregue digitalmente nos pontos de vacinação.

Entenda

Neste ano serão distribuídas 6,5 milhões de doses para 521 cidades, e para 2025 o Ministério comprou 9 milhões de doses. O público-alvo serão crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária que apresenta o maior número de hospitalizações por dengue, depois dos idosos, segundo o Ministério da Saúde.

As cidades foram selecionadas segundo os municípios com mais de 100 mil habitantes; que possuem alta transmissão de dengue e com maior número de casos em 2023 e 2024; e predominância da dengue tipo 2 em dezembro do ano passado. A pasta não informou a quantidade de doses destinadas a cada município.

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