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DF registra dois casos de internação involuntária; entenda quando medida é aplicada

Medida envolve equipes médicas, assistência social e o Samu e só é adotada quando há indicação de risco grave

Cidade Alerta DF|Do R7

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O Distrito Federal registrou dois casos recentes de internação involuntária, após a implementação de um novo protocolo da Secretaria de Saúde. A medida envolve equipes médicas, assistência social e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e só é adotada quando há indicação de risco grave para o paciente ou para outras pessoas.

O primeiro caso envolveu um homem de 31 anos encontrado em surto enquanto caminhava pelos trilhos do metrô, próximo à Estação Central. Ele precisou ser imobilizado e recebeu atendimento médico. Durante a avaliação, os profissionais identificaram um quadro compatível com esquizofrenia, e o homem foi encaminhado para a ala de psiquiatria do Hospital Regional de Taguatinga.

O segundo caso envolveu um idoso de 72 anos que vivia em situação de rua na Asa Sul. Moradores acionaram os especialistas após perceberem que o homem estava com a saúde debilitada, principalmente em razão do uso excessivo de álcool. Ele foi levado ao hospital em estado grave e também teve a internação involuntária aplicada.

A Secretaria de Saúde explica que a medida não é automática. Entre os critérios estão o risco à própria vida ou à de outras pessoas, a negligência extrema com cuidados básicos e a presença de sintomas psicóticos ou comportamentos violentos. O novo protocolo também prevê uma atuação conjunta com as forças de segurança. Em situações envolvendo pessoas com sofrimento psíquico grave que tenham cometido algum delito, os agentes podem acionar o Samu. Uma equipe especializada em saúde mental avalia cada caso e decide se há necessidade de resgate e encaminhamento.

Um caso recente na Asa Sul, envolvendo um homem de 41 anos acusado de chutar uma criança de cinco anos, também passou por avaliação para uma possível internação involuntária. Segundo a Secretaria de Saúde, porém, ele foi atendido em diferentes unidades e estava consciente e orientado, sem sinais de surto no momento da avaliação, por isso não houve indicação de internação involuntária.

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