Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Conselheiro de Trump pediu reunião com futuro presidente do TSE para discutir eleições

Darren Beattie havia solicitado encontro com Kassio Nunes Marques, que comandará a Justiça Eleitoral nas eleições deste ano

Brasília|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Darren Beattie, assessor do governo americano, teve seu visto revogado pelo Brasil.
  • Ele havia solicitado uma reunião com Kassio Nunes Marques, futuro presidente do TSE, para discutir eleições.
  • O visto foi cancelado devido à omissão de informações relevantes na solicitação de entrada no país.
  • Beattie pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a visita foi considerada uma ingerência nos assuntos internos do Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Darren Beattie pretendia conversar sobre eleições com ministro do TSE U.S. Department of State/Divulgação

O assessor do governo americano Darren Beattie, que teve o visto para entrar no Brasil revogado, tinha pedido uma reunião com o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Kassio Nunes Marques para falar sobre eleições.

Nunes Marques será o presidente da corte durante as eleições deste ano. A tentativa de agenda com o ministro ocorreu no contexto da visita que Beattie pretendia fazer ao país na próxima semana.


O visto do assessor foi cancelado pelo Ministério das Relações Exteriores após o governo brasileiro considerar que houve omissão e falseamento de informações relevantes no pedido de entrada no país.

leia mais

Beattie chegou a ser autorizado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, mas o ministro voltou atrás após o Itamaraty informar que o eventual encontro com Bolsonaro não havia sido informado previamente às autoridades do país.


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também alertou Moraes sobre possíveis implicações diplomáticas e políticas da visita. Na comunicação enviada ao ministro, o chanceler afirmou que a agenda poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos” do Brasil, especialmente por ocorrer em ano eleitoral.

Vieira também destacou que o pedido de visita ao ex-presidente não constava entre os objetivos oficialmente informados pelo governo dos Estados Unidos ao solicitar o visto para Beattie. O documento enviado pelo chanceler ao STF também não falava sobre um eventual encontro do americano com Nunes Marques.


Visto cancelado

Segundo o Itamaraty, o visto para Beattie havia sido concedido com base na informação de que ele participaria de uma conferência sobre minerais críticos e de reuniões oficiais com representantes do governo brasileiro.

De acordo com autoridades brasileiras, no entanto, outros compromissos planejados durante a viagem não haviam sido comunicados previamente, entre eles a tentativa de visita a Bolsonaro.


Diante da situação, o Itamaraty decidiu cancelar o visto. Em nota, o ministério afirmou que a medida foi tomada “tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”, acrescentando que esse motivo constitui fundamento legal suficiente para a denegação do documento, de acordo com a legislação nacional e internacional.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.