Brasília Consulta sobre vacina infantil não é referendo nem plebiscito, diz Saúde

Consulta sobre vacina infantil não é referendo nem plebiscito, diz Saúde

Objetivo é informar pais, afirma Marcelo Queiroga; imunização de crianças de 5 a 11 anos será tema de audiência pública nesta terça

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Ministro Marcelo Queiroga, durante coletiva realizada nesta segunda-feira (3)

Ministro Marcelo Queiroga, durante coletiva realizada nesta segunda-feira (3)

Jéssica Moura/R7 Brasília

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (3) que a consulta pública sobre a vacinação contra Covid-19 em crianças entre 5 e 11 anos, concluída neste domingo (2), "não é referendo nem é plebiscito". O assunto também será tema de uma audiência pública promovida pela pasta nesta terca-feira (4).

"O objetivo disso é fornecer aos pais informações necessárias para que eles possam tomar melhores decisões para os seus filhos. E nós estamos com os pais e com as mães", declarou.

Queiroga reforçou que a vacinação infantil contra a Covid-19 deve começar na segunda quinzena de janeiro. Mais uma vez, ele evitou cravar uma data, mas ressaltou que as doses específicas da Pfizer para esse público devem ser entregues ao país até a primeira metade deste mês.

"Essa questão de vacinação infantil já está bem definida de maneira clara, transparente", afirmou Queiroga. "Pela primeira vez na história desse Brasil há uma ampla discussão com a sociedade sobre um tema que é fundamental."

Vacinação contra a Covid em crianças será tema de audiência pública

Vacinação contra a Covid em crianças será tema de audiência pública

Reprodução/Freepik

A consulta pública sobre o tema foi realizada cercada de polêmicas. Isso porque desde dezembro a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitaria) já havia autorizado o uso do fármaco ao público infantil. A medida foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, e servidores da agência envolvidos na liberação passaram a ser alvo de ameaças.

Queiroga ironizou o posicionamento de governadores, que chegaram a ventilar a possibilidade de compra direta de vacinas diretamente pelos estados ao longo da pandemia, diante da demora do governo federal em adquirir as doses para o SUS. "No passado, um consórcio de governadores disse que ia trazer vacinas. Cadê as vacinas? Chegou alguma aqui?", indagou. Mais recentemente, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarou que pretendia comprar imunizantes diretamente da Pfizer para as crianças.

De acordo com o ministro, outras consultas públicas desse tipo serão promovidas com mais frequência de agora em diante. "Vamos fazer mais consultas desse tipo para discutir as questões do Sistema Único de Saúde."

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