‘Consumidor não pode ser prejudicado pela guerra’, diz Haddad sobre alta do combustível no Brasil
Governo anunciou medida que irá zerar as alíquotas de PIS e Cofins do diesel em um total de R$ 0,62/litro na refinaria
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12) o decreto que zera as alíquotas de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) do diesel para conter a oscilação do preço do petróleo diante da guerra no Oriente Médio. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida irá reduzir o preço do combustível em um total de R$ 0,64/litro na refinaria.
Durante entrevista coletiva, Haddad reforçou que, apesar de “temporárias”, a intenção é que “as medidas que o presidente definiu cheguem na bomba” e aliviem o valor pago pela população.

“Assim como o consumidor não pode ser prejudicado pela guerra, o produtor não pode ser favorecido pela guerra. Então, tem que haver um balanço entre uma coisa e outra. O produtor que mantém seus custos de produção não pode, em virtude de um conflito externo que nada tem a ver com a economia brasileira, começar a auferir lucros extraordinários abusivos”, disse o ministro.
Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, explicou que os instrumentos da medida provisória e dos decretos são importantes para aperfeiçoar a fiscalização dos órgãos de controle do Brasil.
Segundo ele, quando a Petrobras reduz preços, isso demora muito para chegar na bomba, ou até não chega: “Nesse intervalo, o consumidor paga muito mais do que deveria estar pagando”.
Ainda na coletiva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, amenizou impactos no Brasil devido à capacidade do país em ser autossuficiente em toda a cadeia de produção do petróleo. Ele destacou, no entanto, a necessidade de fiscalizações contra o que considerou como ‘especulação de preço’.
“A medida que nós estamos tomando aqui, do ponto de vista fiscalizatório, ela é imprescindível e vai nos garantir instrumentos eficazes para que nós possamos combater também crime de lesa-pátria contra a economia popular, principalmente no setor de distribuição e comercialização de combustível”, destacou Silveira.
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