‘Stalker de Dino’: Moraes manda PF apresentar relatório parcial em 30 dias
Ministro determinou apreensão de celulares e notebook de jornalista que teria perseguido Flávio Dino
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou uma operação de busca e apreensão na casa do jornalista do Maranhão Luis Pablo Conceição Almeida, suspeito de perseguir o ministro Flávio Dino.
Moraes mandou a Polícia Federal apreender celulares, notebooks e outros aparelhos eletrônicos, bem como acessar e analisar dados armazenados em dispositivos eletrônicos e em serviços de armazenamento em nuvem, incluindo mensagens, emails e arquivos digitais.
Segundo a decisão, do dia 4 de março, a medida tem como objetivo reunir provas que ajudem a explicar a obtenção e o eventual vazamento de informações sensíveis relacionadas a autoridades públicas. O ministro deu 30 dias para a corporação apresentar um relatório parcial a partir da análise do material apreendido.
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Ainda segundo a decisão de Moraes, a PF deve tomar o depoimento de Luis Pablo e identificar e ouvir os depoimentos de outros agentes com os quais o jornalista tenha interagido.
A decisão ocorre após a publicação de reportagens em que Luis Pablo apontou suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino no estado.
O R7 apurou que, quando o ministro está em São Luís, recebe apoio do Tribunal de Justiça. Luis Pablo supostamente acompanhava o carro usado por Dino, tirava foto dos deslocamentos do ministro e postava o conteúdo na internet.
Se for indiciado e condenado pelo episódio, o blogueiro pode responder pelo artigo 147-A do Código Penal, que tipifica o crime de perseguição (stalking), com pena prevista de seis meses a 2 anos de reclusão e multa.
Dino nega ataque à liberdade de expressão
Em nota divulgada à imprensa, o gabinete de Dino disse que a segurança institucional do ministro foi alertada em 2025 sobre o monitoramento ilegal dos deslocamentos dele em São Luís.
“Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes. Esse material foi enviado à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República, seguindo-se a instauração do procedimento investigativo cabível. Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino”, diz o comunicado.
Ainda segundo a nota, “o assunto não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news”.
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