Contratação do Instituto Voto Legal foi feita por indicação de senador, afirma Costa Neto
Segundo presidente do PL, recomendação foi do senador Marcos Pontes
Brasília|Victoria Lacerda, do R7, em Brasília

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que foi o partido quem contratou o IVL (Instituto Voto Legal) para realizar a fiscalização técnica das eleições de 2022.
Segundo ele, a escolha se deu por indicação do senador Marcos Pontes, que mencionou ter conhecimento de profissionais que poderiam executar esse tipo de trabalho.
“Eu confio no projeto, mas a escolha foi feita dessa forma. Eu não tinha ninguém no mercado para fazer esse trabalho”, disse. “Fui informado, contudo, por Marcos Pontes, que ele era colega de dois engenheiros do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, e ambos teriam conhecimento das urnas”, continuou Valdemar.
O coordenador técnico do IVL era o engenheiro Carlos Rocha. Valdemar confirmou que havia, no contrato entre o PL e o instituto, uma cláusula que determinava a promoção de uma relação de colaboração construtiva entre o TSE, o PL e o IVL. Segundo ele, Carlos Rocha sempre atuou dentro dessa diretriz.
Em 2022, o partido contratou uma empresa para realizar um parecer das urnas eletrônicas, que segundo Valdemar, custou ao PL R$ 1 milhão.
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De acordo com o relatório feito pelo IVL, Bolsonaro tinha maioria dos votos nas urnas mais novas, já as antigas o atual presidente, Luiz Inacio Lula da Silva, tinha a maioria.
Em depoimento à Polícia Federal, o presidente da legenda afirmou que foi pressionado por deputados e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a entrar com uma ação no TSE questionando o resultado das eleições.
“Após as eleições de 2022, o IVL apresentou um relatório que demonstrava que nas urnas mais novas (numeradas) o presidente Bolsonaro tinha maioria de votos e nas mais antigas (não numeradas) o candidato Lula possuía maioria de votos”, apontou o depoimento da PF.
Durante o depoimento, o presidente da legenda ainda disse ter discordado da fala de Bolsonaro sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas.
Multa
Ainda hoje, no STF, Costa Neto criticou a multa de R$ 23 milhões aplicada ao partido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), após a legenda questionar o resultado das eleições de 2022 com base na análise dos logs das urnas eletrônicas.
Segundo Valdemar, a cobrança foi resultado de um processo administrativo aberto pela legenda com base em relatórios técnicos elaborados por empresas contratadas com recursos próprios do partido.
“Levamos uma multa de R$ 23 milhões por causa desse questionamento”, disse. “Quero deixar claro que todos os contratos foram pagos com recursos do partido, de arrecadação, não com dinheiro público.”
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