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Controle público exige revisão, alerta ministro Gilmar Mendes, em crítica à judicialização

Ministro do STF defende novos caminhos para reduzir conflitos judiciais e racionalizar o papel do Estado

Brasília|Do R7, em Brasília

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Manoel de Andrade e Gilmar Mendes (no centro): discussão sobre papel do controle público TCDF/Divulgação - 28.08.2025

Durante o I Fórum de Direito Público e Boas Práticas Administrativas, realizado no plenário do TCDF (Tribunal de Contas do Distrito Federal), Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a democracia depende de mecanismos de controle. Entretanto, propôs uma reavaliação dos meios utilizados.

Para ele, a judicialização tem sido usada de forma excessiva em questões que poderiam ser tratadas de maneira mais direta e consensual.


Segundo o ministro, os instrumentos atuais precisam ser repensados para evitar a sobrecarga do Judiciário e permitir soluções mais eficientes.

Ele destacou a necessidade de racionalizar o uso da Justiça em disputas que poderiam ser resolvidas com diálogo e cooperação entre as partes envolvidas.


O evento abordou temas ligados à segurança jurídica e reuniu representantes do sistema de controle, da advocacia pública e da academia.

O presidente do TCDF, conselheiro Manoel de Andrade, apontou a importância da interlocução com a sociedade para evitar conflitos judiciais desnecessários. De acordo com ele, a redução da presença estatal em determinadas disputas pode ampliar o acesso à cidadania.


Jorge Messias, advogado-geral da União, defendeu a expansão de métodos alternativos de resolução de conflitos, com foco na aproximação entre instituições e cidadãos. Ele ressaltou a necessidade de tornar esses canais acessíveis, inclusive para grupos fora do eixo econômico dominante.

Luciano Ramos, professor e assessor do TCDF, destacou a relevância da pauta para o setor público, especialmente no que se refere ao uso de precedentes e à atuação de órgãos de controle.


O encontro

O encontro contou com a participação de autoridades do Judiciário, membros do Ministério Público, especialistas e representantes da advocacia pública.

Entre os nomes presentes estiveram o conselheiro Inácio Magalhães Filho, a procuradora Anelize Lenzi, o desembargador Guilherme Pupe e o controlador Daniel Falcão. Também participaram advogados e pesquisadores convidados para os painéis temáticos.

Na abertura do evento, Gilmar Mendes ressaltou o papel do TCDF e da Advocacia-Geral da União na promoção de boas práticas e inovação institucional. Ele destacou a importância do debate para o fortalecimento da governança e da previsibilidade nas relações jurídicas envolvendo o poder público.

Ao final, ocorreu o lançamento da obra Liber Amicorum: 25 anos do Conselheiro Manoel de Andrade no TCDF, com textos produzidos por juristas e especialistas sobre a atuação do conselheiro no tribunal. A apresentação ficou a cargo da servidora Maria Clara Cunha Farias, mestre em Direito Constitucional.

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