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CPMI do INSS aprova dois pedidos de prisão preventiva

No total, foram aprovados 393 requerimentos de parlamentares

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • CPMI do INSS aprova 393 requerimentos, incluindo dois pedidos de prisão preventiva.
  • Pedidos de prisão são para Cecília Rodrigues Mota e João Carlos Camargo Júnior, implicados em movimentações financeiras suspeitas.
  • 86 requerimentos sem consenso foram retirados da pauta e serão discutidos na próxima semana.
  • Ministério da Previdência já restituiu R$ 2,56 bilhões a 3,75 milhões de aposentados afetados por descontos ilegais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Base governista e oposição concordaram em retirar da pauta 86 requerimentos Lula Marques/ Agência Braasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (27), 393 requerimentos feitos pelos parlamentares que compõem o colegiado. Entre eles, dois pedidos de prisão preventiva:

  • Da presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), Cecília Rodrigues Mota, que prestou depoimento à CPMI;
  • Do empresário João Carlos Camargo Júnior, o “alfaiate dos famosos”, que teria feito movimentações financeiras com vários dos investigados pela CPMI e pela Polícia Federal (PF).

Os demais requerimentos aprovados se referem a pedidos de informação, acareações e solicitação de bloqueio de bens de investigados.


Parlamentares da base governista e da oposição concordaram em retirar da pauta da comissão 86 requerimentos que não tinham consenso. Eles serão apreciados na próxima semana, em votação nominal.

Entre os adiamentos, está a análise da convocação coercitiva do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para prestar esclarecimentos — a possibilidade gerou polêmica entre os parlamentares. Messias já foi convidado a ir à CPMI, mas não compareceu.


Desde a manhã desta quinta-feira, a Comissão também ouve o depoimento de Mauro Palombo Concílio, contador de empresas suspeitas de terem recebido recursos milionários vindos de descontos indevidos de benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Ressarcimento

O Ministério da Previdência Social informou à Agência Brasil já ter restituído R$ 2,56 bilhões a 3,75 milhões a aposentados e pensionistas lesados pelo esquema que realizava descontos ilegais dos benefícios previdenciários pagos pelo INSS.


Os dados consideram os pagamentos agendados até 17 de novembro.

De acordo com a pasta, 6.194.347 segurados do instituto questionaram algum desconto em seus benefícios, sendo que 97,9% deles não reconheceram esse tipo de transação em suas contas.


Do total de registros abertos, 4.841.364 estão aptos a aderir ao ressarcimento do governo federal.

Até 14 de fevereiro de 2026, os beneficiários ainda podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS: aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br; telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h; e agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.

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