CPMI do INSS mira cunhado de Vorcaro e avança sobre sigilos em novo foco da investigação
Comissão amplia apuração sobre rede ligada ao caso Master e coloca Fabiano Zettel, operador do banqueiro, no centro das suspeitas
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS ampliou o alcance das investigações e passou a concentrar atenção no pastor Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Parlamentares analisam a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático do empresário, em um movimento voltado ao rastreio da circulação de recursos e de possíveis ligações com operações suspeitas.

Zettel entrou no radar pela ligação com estruturas investigadas e pela atuação no mercado financeiro. Ele é casado com Natália Vorcaro, irmã do dono do Master, e passou por empresas associadas ao conglomerado. A apuração busca identificar eventuais conexões de contratos e operações ligados a crédito consignado.
O avanço ocorre após desdobramentos que envolvem fundos usados em negócios ligados ao resort Tayayá, empreendimento associado a parentes do ministro Dias Toffoli.
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado determinou a quebra de sigilo do fundo Arleen, usado na compra do resort. Porém, na manhã desta quinta-feira (19), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes anulou a medida do colegiado.
Ordenamento dos negócios
Documentos apontam uma estrutura de operação em cadeia: o fundo Arleen tinha como único cotista o fundo Leal, controlado por Zettel entre 2021 e 2025. Registros também indicam um aporte de R$ 20 milhões no resort por meio desse ordenamento.
Até então, parentes de Toffoli apareciam na administração do resort por meio da empresa Maridt, na qual o próprio ministro reconheceu participação como sócio.
O pedido de quebra de sigilo do Arleen, negado por Gilmar Mendes, partiu do senador Sergio Moro (União-PR), e a revelação desses negócios levou à saída de Toffoli da relatoria do caso Master.
Após a mudança, o processo passou ao ministro André Mendonça, responsável pelas atuais decisões no inquérito, inclusive medidas de prisão contra investigados.
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