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Cumprimento da pena de Robinho no Brasil deve ser imediata e em regime fechado, decide STJ

Crime aconteceu na Itália em 2013; defesa diz que entrará com pedido para que prisão só ocorra quando esgotarem recursos

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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Robinho foi julgado em três instâncias na Itália
Robinho foi julgado em três instâncias na Itália WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO - Arquivo

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quarta-feira (20) que o ex-jogador Robinho deverá cumprir imediatamente e em regime fechado a pena por estupro coletivo ocorrido na Itália, onde ele foi condenado a nove anos de prisão. Os ministros do STJ analisaram o pedido da Justiça italiana para a transferência de Robinho ao Brasil e não a inocência ou culpa dele. A ordem de prisão deve ser expedida pela Justiça de Santos, em São Paulo.

A defesa de Robinho informou que entrará com um pedido de habeas corpus pedindo para que ele não seja preso imediatamente, mas apenas após encerrados todos os recursos.

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A Itália desejava que a pena fosse cumprida no Brasil. A sentença final na mais alta Corte do país europeu foi proferida em janeiro de 2022 e não cabe mais recurso na Justiça italiana. No parecer sobre o caso, o MPF (Ministério Público Federal) se manifestou sobre a possibilidade de homologação da condenação, por entender que o pedido cumpriu todos os requisitos legais.

No último domingo (17), Robinho deu uma entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular(veja no vídeo abaixo). Na ocasião, o ex-atacante disse que se vê como vítima de racismo da Justiça italiana. Acusado de violência sexual, ele foi julgado no país europeu em três instâncias.

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Robinho insiste que tem provas de sua inocência. "Só joguei quatro anos na Itália e já cansei de ver histórias de racismo. Infelizmente, isso tem até hoje. Foi em 2013, estamos em 2024. Os mesmos que não fazem nada com esse tipo de ato [racismo] são os mesmos que me condenaram. Com certeza, se o meu julgamento fosse para um italiano branco, seria diferente. Sem dúvidas. Com a quantidade provas que eu tenho, não seria assim", disse Robinho, em entrevista à RECORD.

Estupro coletivo em Milão - 2013

O ex-jogador foi condenado pelo crime de estupro coletivo contra uma mulher albanesa em uma boate de Milão, na Itália, em 2013. Em março do ano passado, o relator do caso, ministro Francisco Falcão, determinou cautelarmente que Robinho entregasse o seu passaporte ao STJ.

Antes de apresentar defesa contra o pedido de homologação, os advogados do ex-jogador solicitaram ao tribunal que o governo italiano fosse intimado a apresentar cópia integral do processo, com a respectiva tradução, mas o requerimento foi rejeitado em agosto do ano passado pela Corte Especial.

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