Brasília Defesa de Bolsonaro diz que envio de dados de seguidores é 'tentativa de monitoramento político'

Defesa de Bolsonaro diz que envio de dados de seguidores é 'tentativa de monitoramento político'

Advogados afirmam que pedido da PGR causa estranheza e 'grande preocupação com o exercício da liberdade de pensamento'

  • Brasília | Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

Defesa denunciou 'monitoramento político'

Defesa denunciou 'monitoramento político'

Washington Alves/Reuters

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou o pedido feito pelo Ministério Público Federal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que as empresas de redes sociais em que Bolsonaro tem perfis — como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, Twitter e LinkedIn — forneçam a lista completa e os dados de identificação de seus seguidores de uma "tentativa de monitoramento político".

Em nota, os advogados do ex-presidente reiteraram que Bolsonaro "jamais incitou, induziu ou teve participação" nos atos extremistas de 8 de janeiro, que resultaram na depredação de prédios da praça dos Três Poderes. Por isso, o pedido de informações sobre seus seguidores causa estranheza e "grande preocupação com o exercício da liberdade de pensamento e opinião".

"Tal informação não guarda qualquer conexão lógica com o fato em apuração — sobre o qual o presidente já prestou declarações, esclarecendo todas as circunstâncias —, tratando-se de inaceitável e absurda tentativa de monitoramento político", afirmou a defesa.

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O subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, afirmou no documento da Procuradoria-Geral da República (PGR) que há “extrema dificuldade” em identificar um especialista em monitoramento de grupos de apoiadores de Bolsonaro que execute “um trabalho isento, sem nenhum viés ideológico ou partidário”.

Em janeiro, Moraes autorizou a inclusão do ex-presidente da República na investigação que apura a invasão e a consequente depredação de patrimônio público do Palácio do Planalto e dos prédios do Congresso Nacional e do STF. A decisão do ministro atendeu a um pedido da PGR.

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