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Defesa pede soltura de mulher que esfaqueou Durval Barbosa 

Em depoimento, Fernanda Rodrigues narrou que agiu em legítima defesa e que marido a teria ameaçado de morte

Brasília|Jéssica Moura, do R7, em Brasília

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Durval Barbosa é delator do Mensalão do DEM no DF
Durval Barbosa é delator do Mensalão do DEM no DF

Depois que a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de Fernanda Gabriela Barbosa Rodrigues, 26 anos, que feriu Durval Barbosa com uma faca, a defesa ingressou com pedido para que ela responda ao processo em liberdade.

Nessa terça-feira (20), Fernanda foi submetida à audiência de custódia. O Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão. Os promotores assinalaram que é necessário apurar mais informações sobre o caso. A Justiça concordou que Fernanda deveria esperar detida pelas investigações.

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Com isso, ela foi encaminhada para a Penitenciária Feminina do DF, a Colméia, e a defesa de Fernanda ingressou com pedido de relaxamento da prisão, que não tem prazo para terminar.

Em depoimento à Polícia Civil, Fernanda relatou que, em meio à uma discussão entre ela e Durval, na tarde de segunda-feira (19), no apartamento do casal na Asa Sul, ele teria dito que iria matá-la e a segurou pelas costas.

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Para se defeder, ela teria se debatido e, de costas para o marido, teria pego uma faca de serra e atingiu Durval na altura do abdômen. Fernanda disse que colocou o marido deitado no sofá e acionou o socorro. Ele foi atendido no Hospital de Base e liberado no mesmo dia.

O advogado Watson Marques — que representa Fernanda — diz que ela sofre de transtornos mentais, agravados pela perda dos filhos gêmeos, que nasceram prematuros e faleceram em abril. "Ela está passando por um trauma, está se tratando. As condições mentais dela estão muito prejudicadas".

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No dia da agressão, Fernanda teria ido ao médico pela manhã, mas demorou para tomar a medicação. Segundo o advogado, ela sofre de alucinações: "Ouve vozes. A internação psiquiátrica foi recomendada pelo médico dela". Os laudos, receituários e remédios foram entregues aos agentes da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) que conduz a apuração.

O casal estava junto há mais de três anos e, até então, não havia registros de desentendimentos desse tipo.

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